Quantas vezes você já parou para analisar se o que você é, tem ou faz hoje é o mesmo que imaginou quando ainda era uma criança?
Passado / presente e futuro. O que mudou para você???
Quando criança eu queria ser bailarina ou astronauta. Me formei turismóloga.Porém continuo com a cabeça no “espaço”. Avoada diria minha vó.
Independente e poderosa: achava que com 30 anos estaria casada. com 2 filhos lindos, educados e inteligentes (sonho de toda mãe né?). Casa grande e moderna. Grande executiva, viajando muitas vezes por ano. Um marido fofo e uma conta bancária que me proporcionasse tranquilidade. Além de linda, claro!
Realidade: marido fofo Ok. Mãe: not yet.Grande executiva? Longe disso mas muito feliz com a minha profissão. Independência financeira? Hummm, o que ganho dá pra mim e até sobra para me proporcionar alguns pequenos prazeres, mas a situação ainda não é aquela do sonho não. Cadê o carro na garagem (MEU)??? Aqui é uma coisa de cada vez. Viajar muito? Se embarcar nos sonhos e relatos dos meus passageiros contar, OK, já rodei quase o mundo todo. Casa grande? Descobri que elas são melhores quando pequenas, mas devem refletir a personalidade dos donos. Por isso a minha está ficando assim: calorosa, aconchegante, alegre, clean. uma fofura. Bem a nossa cara! Modesta também, já ia me esquecendo.
Sempre tive vontade de quebrar braço ou perna só para ter o gesso todo grafitado pelos amigos da escola. (maluca total né?)
Não quebrei nada não, mas as dores reumáticas bem que me dá vontade de engessar o corpo todo – e ficar longe de todo mundo.
Pavor de engordar, peito cair, embarangar (continua). mas hoje sei o quanto a Lei de Newton funciona…se subiu tem que descer, kkkkk. Alguns cuidados como exercícios, hidratação e alimentação dão uma força – só não opera milagres.
Ter filhos? Deus que me livre disso acontecer antes dos 25 anos. Pois é, as coisas que a gente mentaliza sem ter consciência do nosso poder né? Foi nesta idade que me descobri louca para ter um filho e tive minha pior crise de reumatismo, iniciando um tratamento forte que me impediu de sequer pensar em filhos até ano passado (3 longos anos).
Quando me apaixonei, temi que meu love se tornasse um ogro pós casório; e eu a megera dos tipos que vimos em filmes (ô mente fértil desgraçada). Até hoje isso não aconteceu. Poucos são os momentos de ogrisse e megerisse. Está tudo muito Ok nestes mais de 10 anos juntos. É amor demais. Não sobra espaço para estas coisas. Fruto de dedicação e avaliação do tipo: o que eu sentiria se ele agisse assim comigo? Isso ajuda pra caramba.
São tantas coisas né? Estou aprendendo a filtrar meus pensamentos, porque não dizem que a mente não sabe distinguir o que é real do que é imaginário? Por isso que quando a gente relembra o passado, sofre (ou se alegra) duas vezes.
O futuro?
Ser uma boa mãe é minha maior meta. Descobrir algo que me dê prazer e ao mesmo tempo ajude outras pessoas também faz parte dos meus planos. Sinto que não estou completa vivendo apenas para mim. Preciso colaborar com a melhoria da humanidade. Deixar um planeta melhor para meu filho, deixar um bom filho para este planeta.(eu gosto dessa campanha). Tá bom, ficou com cara de discurso de político né? Mas é verdade!!!!
E você, o que acha? O que pensava, o que mudou, o que constatou que nunca muda???
Eu sei que passado, presente e futuro estão ali, bem próximos. O primeiro me diz: Não seja boba e siga em frente. O segundo me diz: É agora a sua hora, não antecipe, não retarde e o último fala: Confia. Faça o mellhor hoje para ter o amanhã que sonha.
A caneta está em nossas mãos, aguardando nossas instruções para escrevermos o livro de nossas vidas…
Continua….

Beijos a todos.
Lu Souza Brito
Imagem: walcoo.net