Boas novas....muitas novas!!!

E para quem acompanha a saga (não Crepúsculo, heheh), a saga Lu Souza / casa / reforma e artrite reumatóide, tenho EXCELENTES NOVAS...

* já me mudei para minha casa linda, fofa, cuti-cuti, faltando mil coisas, mas ainda assim me deixando a pessoa mais feliz do mundo
*uma grande luz no fim do túnel para o controle da artrite. Graças a ajuda de muitos amigos e muita inspiração divina, estou começando meu tratamento no HC de São Paulo.

Felicidade maior que essa? Só se eu pudesse ser mãe nos próximos anos sem complicações.
Mas eu curto a felicidade a cada passo. Nada de arroubos. Cada diatem sido uma grande vitória. Tenho muito para falar escrever ( e vocês sabem como gosto de escrever, ahahahah), mas tá tãaaaaaaao corrido.

Conto mais detalhes de tudo depos com mais calma...aguardem as cenas dos próximos capítulos.
Ahhhh, e deixa eu contar que eu sou uma dona de casa das mais organizadas....kkkkkkk um luxo só, tô besta comigo mesmo. Até cardápio semanal de refeições eu faço.

É alegria demais minha gente, vocês não podem imaginar! São muitas bençãos chegando...muita vitória. Meu  coração até dói de tanta emoção, ahahahahha (exageraaaaada)

Beijoooooooo a todos.
Que o fim de semana de cada um de vocês seja repleto de pequenas felicidades, como o meu, tenho certeza, será.
Agora fui de verdade!
Lu Souza Brito

Esquecendo o Livro

Pois é pessoal, como contei no post anterior, esquecer meu livro desta vez não foi muito fácil. Ou alguém via e corria para devolver, ou não tinha oportunidade de esquecer pois tinha conhecidos próximo de mim, ou estava chovendo e não queria deixar o livro ao relento.
Somente no último dia (23/4) consegui esquecê-lo, no banco do ônibus ( o primeiro que pego para ir ao trabalho é bem vazio e neste dia calhou de nenhum amigo sentar ao meu lado.)

Deixei-o ali bem no cantinho para que não caísse.

Dentro, um recadinho (escrito no próprio livro) parecido com o que escrevi na edição anterior

'Olá
Não sou um livro perdido. Fui esquecido propositalmente para incentivo a leitura.
Após ler-me, convido -o (a) a esquecer-me novamente em outro local.
Pratique o desapego. Encontrará mais informações sobre o Dia de Esquecer um Livro na internet.'

Não resisti e coloquei o endereço do blog embaixo, mas não tive nem um retorno (mas a idéia nem era essa).

Ah, qual livro esqueci?

Crepúsculo - de Stephenie Meyer.

Ganhei toda a coleção de uma operadora de turismo há uns dois anos +/-. Histórias vampirescas, vocês devem saber, um pouco fora da realidade. Mas querem saber minha opinião? Torça o nariz quem quiser, mas prende a atenção. Eu li todos eles em menos de 10 dias (e são 4 livros com quase 400 folhas cada um).
Se a intenção é incentivar a Leitura, além do desapego aos livros, é uma boa, ainda que este não seja um livro maravilhoso, culturalmente importante.Antes começar lendo algo mais simples e pegar gosto pela coisa que nunca ler por achar chato e pensar que nao irá entender.
Aliás, por que estou me justificando??? kkkkkkkkkkk.


(o pijama de joaninha é só detalhe tá?).

Ô Livrinho dificil de 'Esquecer'....

Não, não é que eu esteja apegada.  É que está dificil mesmo 'esquecer meu livro' por aí sem que um espertinho venha correndo atrás de mim dizendo '-Olha moça, este é livro é seu, esqueceu ali no banco....'.

Com uma rotina beeeeem rotineira mesmo, saio mesmo horário para o trabalho, pego mesmo ônibus, sento no mesmo lugar, o segundo bus é sempre lotado (sem chance para esquecer) e não costumo passear pelo centro comercial em meu horário de almoço. Por isso a dificuldade de esquecer o livro em um local diferente daquele que deixei na edição anterior (banheiro do prédio). Também não deixarei ao relento, pobrezinho...

Mas amanhã eu vou tentar again. Com uma semana para fazer isso, será o benedito que não vou conseguir me libertar desse livro??? Agora virou questão de honra.

Post participante do BookCrossing Blogueiro - de 16 a 23/1.

Desencanto - Um conto

... E eu aguardei o momento em que ele teria coragem de me falar que tudo estava terminado, ou que deveriamos terminar.
Aquilo não era vida, não a vida que eu sonhei, que eu planejei. E eu nem era das mais audaciosas. Nunca ousei sonhar demais. Sempre tive medo do tombo. Talvez fosse uma premonição.

E ali estavamós nós. Eramos dois infelizes dividindo o mesmo leito, era uma casa, mas nao um lar.
Eu já não sofria. Desejava ardentemente que ele me desse um motivo para fazer um escandalo e o enxotasse porta a fora.
Claro que ele nao faria isso. Era muito apegado a aparencias. Era muito orgulhoso. E ainda achava que era dono de alguma coisa.
Se sentia no direito de ameaçar tirar meus filhos. Quando voltava para casa cheirando a bebida e perfume barato de mulher vadia ainda queria 'limpar a mão ' em mim.

Quem o via comigo, na rua, na casa dos pais dele, jamais imaginaria o inferno que se tornara nossa vida conjugal desde o casamento. Não sei como tive coragem de engravidar de um traste assim. A vontade louca de ser mãe cegou-me ao ponto de achar que poderia extrair algo de bom daquele ser.
O que não era bom no começo tornou-se um verdadeiro inferno no decorrer de alguns meses. O homem que gostava de aparentar 'carinhoso' perante os outros e tinha alegria em exibir-me como um objeto para seus amigos, tornava-se um monstro no silencio do nosso 'lar'. Sofria humilhações físicas e psicológicas.
E o que um dia foi amor começou a se desencantar.
E foram momentos de muito sofrimento.
Desencantou-me ver que era uma pessoa de aparencias. Desencantou-me perceber que não havia sentimento de amor dele por mim, e sim posse. Eu era somente um objeto para ele.
Eu sabia relevar a sua falta de educação, de cultura, sua falta de interesse em crescer, em aprender algo novo.
Mas não o fato de não ter caráter, retidão, respeito ao próximo. Isso foi matando o amor aos poucos e virou puro desencantamento.
Já não fazia diferença se ele estava em casa ou não. Até agradecia pela paz e sossego quando ia 'viajar com os amigos'. Ele que viajasse em direção ao inferno e jamais encontrasse o caminho de volta.
E aquela que eu muito odiava por sempre estar cercando meu caminho desde os tempos do namoro, hoje eu 'quase gosto'. Por que ela conseguiu atraí-lo. Ela me livrou de algo muito ruim, não perdi nada. Mas ela, bom, provavelmente provará da semente do mal que a muito espalhava por ai. É dando que se recebe!

Adeus feitiço...adeus encanto >> desencanto. O principe virou sapo. E hoje retomo minha vida aos poucos, bem longe dele. Não quero mais ser princesa, para que não me apareça um sapo enfeitiçado com forma de principe.

* Esta postagem faz parte da blogagem coletiva Amor aos Pedaços - Fase 2 (Desencanto).
Conto ficticio de minha autoria. Qualquer semelhança com a realidade terá sido mera coincidência .

Bjos a todos.
Lu Souza Brito


BC - Um dia para Glória

E hoje quero apenas relembrar a deliciosa tarde que tivemos no Nice Cup Café aqui em São Paulo. Um encontro especialmente organizado pela amiga Macá para que a Glorinha viesse divulgar o seu livro.
E ali estava ela, junto com a Beth Lilás, depois de alguns imprevistos chatos na chegada em São Paulo.
Cansadas da viagem, irritadas com as malas trocadas, mas ali estavam.
Ela me disse: '- E fui gastar no shopping o que não podia, nem devia. Este vestido comprei aqui'. Falou sobre o livro, sobre as várias Glorinhas ali representadas, sobre a chegada da menopausa e como lidou com ela. E a mulherada perguntava, e tumultuava, e sorria e tomava cafezinho. E lá vinha uma rodada de pães de queijo e bolinho de chuva. Pena que foi rápido...muito rápido.
E é assim que quero lembrá-la sempre. Sorrindo, conversando, com aquele sotaquinho gostoso que ela e a Beth tem.

A libélula voou para onde nossos olhos não consegue mais enxergá-la, mas nem por isso se apagará tudo que vivemos juntas.

Lu Souza Brito

* Este post participa da blogagem coletiva, proposta pela Angela do Blog Oras Pitangas,  em homenagem a esta amiga querida que nos deixou no dia 5/4/2012

Duas coisas...

A despeito deste post anterior super deprê, ontem fiquei pensando em escrever aqui um pouco sobre as coisas que me alegram.
Quem ler o post pode pensar "coitadinha dela, como é infeliz, deprimida'. E eu digo "nao sou não senhora". Ando um pouco tristinha com tudo que tenho passado, é verdade, mas apesar de, sou uma pessoa feliz. Sou alegre, sou risonha, sou companheira. Não fico esperando sempre ser consolada, pelo contrário. Fico feliz em saber que sou alguém com quem meus amigos podem contar. Sou confidente, sou sincera nas opiniões. Prefiro distribuir sorrisos a lagrimas. Quando estas vêm eu me recolho, e são poucos os que ouvem meu desabafo.

Animada pela leitura dos posts da Fernanda Reali (que eu sempre leio mas nunca comento, :/ ) em um tipo de blogagem chamada  'Pequenas Felicidades', em que são postadas coisas que tornam a vida de cada uma das blogueiras mais feliz, ia aqui fazer minha listinha.

E então recebo a noticia da morte da Glorinha...pessoa que tantos de nós conheceu por aqui através das suas blogagens coloridas. O Colorindo a Vida (que como a Lucia bem lembrou, teve o dia 5/4/2010 como o dia Rosa), a Blogagem Minha Idéia é o Meu Pincel e tantas postagens bacanérrimas, tanta troca gostosa de informações, opiniões.

E o meu pincel ganhou um tom mais acinzentado hoje...
Já sentia muito a sua falta Glorinha e agora, a lembrança de tudo que passamos por aqui ficará para sempre. Tantos cafés com bolo. Tantas recomendações de livros....Na esquina do Tempo!

Em homenagem a você, vou prosseguir com minhas 'Pequenas Felicidades' nos próximos posts, pois o seu incentivo era sempre para a alegria, para a sinceridade (ôoo apimentada, ahahah) e sempre tinha uma palavra carinhosa para mim.

"Qualquer dia amiga a gente vai se encontrar..."
Lu Souza Brito

Diário de uma artrítica

Aviso: este é um texto desabafo de gente com chatice crônica, com mania de voltar ao mesmo assunto com frequencia, já que o assunto não dá descanso na vida dela. Portanto, se quiser sair de fininho agora mesmo fingindo que não esteve aqui, eu entendo perfeitamente. E se ficar e resolver ler, aviso que hoje não quero ser legal, não vou me preocupar se você me achará uma maluca ou uma chorona ou a combinação dos dois. Como eu disse é só um desabafo de coisas que por vezes não tenho coragem nem vontade de falar com os outros.

Iniciamos o mês de abril, e para mim parece mentira que, passados mais de 5 meses, eu continuo a ter tantas dores no meu corpo.
Parece um pesadelo que não terá mais fim. Não me falta fé (ok, as vezes falta), não me falta coragem. Tem faltando esperança, já que sempre que a espreito por aí, em um chazinho milagroso, em um amigo que tem um amigo que conhece um reumatologista com mais experiencia, em uma semana de cura e libertação na igreja, em um ritual de banhos calmantes, em exercicios mentais para atrair bons fluidos, enfim, quanto a esperança dá o ar da graça e eu, entusiasmada corro ao seu encontro, vejo-a fugir, escapar entre meus dedos, meus medos, meus sonhos.

E parece que tudo não passa de um devaneio. Percebo logo que não é só um pesadelo, pois as dores latentes lembram - me a cada nascer do sol, a cada vez que acordo na madrugada para ir ao banheiro, a cada mudança do clima, que elas estão ali. E não sei se não estou fazendo as coisas direito, mas nada parece funcionar para que sejam eliminadas.

Chegou, encostou e não quis mais sair. Não sei mais o que faço. Não aguento mais chorar (nem de dor, nem de desespero por esta situação toda)...pronto, já estou chorando de novo...
Não venha me dizer que preciso ser forte. Eu sei a minha luta diária para levantar da cama e fazer uma simples troca de roupa sozinha. Só eu sei o que passo cada vez que me assento para fazer xixi. Tiro forças sei lá de onde para erguer-me novamente e passo a passo, fazer as coisas que preciso fazer. E eu choro e troco de roupa. E choro e penteio o cabelo. E choro e desço a escada para tomar café. Choro de novo para sentar na cadeira. Choro mais ainda para levantar. E para entrar no carro. E para subir no ônibus e mais ainda para descer.
E as pessoas que me acompanham diariamente já sabem. Ajudam. Dão lugar no ônibus. O motorista para bem encostado a guia, espera até que eu entre e sente.
Em casa eu nem falo...não fosse a ajuda de todos para praticamente tudo eu já teria desistido ... de viver mesmo.
E quantas vezes estou ali quieta e as lágrimas descem sem que eu queira, sem que eu consiga controlá-las. Forma-se um bolo na garganta, os olhos começam a arder e pronto. Começou a choradeira.
E nem sempre significa que estou sentindo dor. Choro quando vejo as pessoas se importando com coisas tão pequenas, tão bestas.  Choro ao me dar conta que jamais serei aquela que fui um dia, choro de saudade de simplismente não ter preocupação se ia esquentar ou fazer frio, de sentar rapidamente ou correr atras de um cachorro na rua. Saudade de sair para caminhar com meu marido ...de subir e descer morro, fazer trilha, andar de bicicleta, pilotar minha moto, ficar horas em pé preparando um doce, pão de queijo, arrumando a casa.
Procuro fugir da autopiedade.
Orgulho é uma palavra que aos poucos deixa de fazer parte da minha vida!
Eu sou grata muito e sempre, mas nem isso faz frear os meus pensamentos, quando tenho vontade sumir, sem deixar rastros...ou quando desejo nunca ter existido na vida das pessoas que eu amo e sei que sofrem por me ver assim, e tentam fazer de tudo para me ajudar.
Vou me sentindo pesada, pesada, pesada...um fardo que eles não escolheram. E tento ficar alegre, parecer alegre mesmo não estando. Porque minha tristeza e angustia contamina a minha casa e isso me deixa muito triste, por que não queria que eles sofressem, que se preocupassem.

Tem dias que fico realmente feliz. São aqueles que acordo e consigo me alongar. Os dias que não preciso segurar na parte de trás do joelho para conseguir esticar a perna. O dia que sento na cadeira sem sofrer. Ao mesmo tempo me entristeço porque sei que dias assim são aqueles que estou com uma dose maior de antiinflamatorios. O dia em que a dor ultrapassa o limite do suporável e recorro a eles ou, como na semana anterior, vou parar no hospital e me aplicam medicação direto na veia. Quando estas coisas acontecem (e tem acontecido com bastante frequencia) eu fico bem, por 1 ou 2 dias. Porém sei que não é real, não é que fiquei bem, simplismente estou sob efeito de drogas (farmacêuticas).

Daí as pessoas me perguntam: '-E por que não toma sempre um antiinflamatório para ficar bem?'
Eu respiro, conto até 10 e começo as explicações que tanto detesto, mas que neste caso são necessárias:

1- estou sem tratar a artrite reumatóide porque, ao longo de 5 anos de remedios fortes( Infliximabe, sulfassalazina, metrotexato, cloroquina, etc), fui tendo problemas no fígado, e foi se acumulando...e com a ultima medicação (humira), a coisa ficou preta. Pretíssima. Uma intoxicação medicamentosa.
E desde então, os antiinflamatorios foram praticamente proibidos. E a doença está em plena atividade, não houve remissão, pelo contrário, piorou muito e os  primeiros a dar sinal que a coisa ia mal foram os joelhos e os ombros. Se dissesse que não dói TUDO, toda articulação, seria mentira, e não tenho porque mentir. Doi dos ossos do dedo do pé ao cotovelo, o ombro, a coluna. Os dedos da mão e o pescoço vivem 'estralando' com barulhos horríveis - tenho medo que quebrem. O mesmo eu digo dos joelhos.

Depois de muita espera, conseguir passar com uma reumato no meu convênio de bosta (Medial). Após avaliar os meus ultimos exames e constatar pessoalmente as inflamações 'visíveis' em mais de 20 articulações ao mesmo tempo, ela foi muito sincera e disse que eu deveria consultar o top dos tops na reumatologia. Que meu caso era muito grave e que fugia dos conhecimentos dela.
Dos protocolos dos medicamentos disponibilizados para tratar a artrite pelo convênio / sus eu já havia tomado todos, com exceção do Arava, mas que devido ao histórico de alterações das enzimas hepáticas, não poderia passar este para mim, pois uma das contra indicações era justamente essa. Problema no fígado era um dos efeitos colaterais mais forte dessa medicação.

Por isso não posso me entupir de antiinflamatorios. A tal da nimesulida é um dos baratinhos, disponivel no posto de saúde e o ÚNICO que tira a minha dor rapidamente. Mas remedio é remedio, não é água. Só tomo quando não tenho mais outra alternativa, do tipo, ou tomo ou fico de cama como uma aleijada durante 24 horas do dia.

Esta médica me recomendou um tal de tramadol, que faria milagres. Fez nada. Tive que comprar ( e caro) já que não tinha nos postos de saúde, ele deu um 'leve alivio', ainda que tomando de 8 em 8 horas.

Disse-me que deveria procurar estes hospitais -escola, pois lá, eles poderiam ter algo que tratasse a doença sem trazer tantos efeitos colaterais como os outros estão dando.
Analisando aqui comigo, não posso dizer que os remedios para tratar a artrite não funcionou...funcionou muito bem - mas os efeitos colaterias foram tão sérios que não pude mais prosseguir.

Já fui a Santa Casa de Misecórdia de São Paulo e após passar por uma triagem, fui tratada com enorme desprezo, com a informação que estava bem orientada, que deveria aguardar ate baixar as enzimas do fígado e prosseguir com o Arava (ou seja, deixa o figado ficar bom para ferrar com ele de novo) E depois?
Clinico geral querendo se meter com reumatologia dá nisso. Idiota!

Ontem fui a Unifesp (EPM) com uma carta de encaminhamento da minha médica...A que deveria estar lá, já que só atende ás segundas feiras, havia trocado o dia com outra - que não quis me atender.
Eu não vou desistir, mas deixa eu explicar que para conseguir chegar a estes lugares antes das 07:00h da manhã, que é o horário pedido, eu acordo ás 04:30h, peço ao meu sogro para nos levar até a estação de trem mais próxima que fica a quase 15km de casa e não tem ônibus esta hora, pego trem  e faço mais 2 ou 3 baldiações de metrô. E depois mais uma caminhada... E falto ao trabalho pela manhã.

Dá um ódio tão grande chegar lá e ver que todo seu esforço foi em vão. Mas não será isso que me fará desistir. Vou voltar lá na Unifesp (ainda não sei quando, porque com tudo isso eu ainda tenho uma vida de gente normal - eu trabalho, tenho obrigações e horários a cumprir, graças a Deus).

E sabe o que é mais engraçado...o que era um 'privilégio' digamos assim, que era o fato de ter o plano de saúde, para consulta / exames, emergências, etc, tornou-se agora um problema. Porque para conseguir o tratamento em qualquer um desses lugares, incluindo o Hospital das Clínicas, tem que ter um encaminhamento do SUS. Oras carambolas, eu tenho convênio, mas meu tratamento todo sempre foi disponibilizado pelo sus. Meus medicamentos custa entre R$ 3 e 8 mil reais por mes. Até os baratinhos (predinisona) eu pego no posto. Alguma dúvida que não tenho condições financeiras de arcar com um tratamento particular?
Agora, vou passar por um clinico no Sus assim que possivel, pedir encaminhamento para reumatologista e a partir desse, com fé em Deus, chego no Hospital das Clinicas e torço para que alguém consiga me trazer algum alivio para tanta dor. Que haja uma luz no fim do túnel. Não sou eu a única pessoa no Brasil com poliartrite grave, sou???

A Silvia (do Longevidade) tem em ajudado com informações e me passou o contato de dois reumato do Hospital das Clinicas que atendem particular. A consulta é cara e não atende convênio, mas vou tentar passar com um deles e ver se me dizem algo diferente do que ouvi até agora....

É isso, assim tem se resumido minha vidinha nos últimos tempos. Não desejo a ninguém  nada parecido com o que passo, mas tenho consciencia que não sou a mais sofredora do mundo e isso baixa minha bola e as vezes me faz ter vergonha dos meus momentos de fraqueza.

Beijos a todos vocês.
Lu Souza Brito