Respostas

A minha inquietude é ás vezes irritante, mas aos poucos vou me dando conta que alguma coisa muito grande está por vir. E me pergunto que processo doloroso é este que te faz questionar tudo o tempo todo?
Hoje não tenho mais as certezas que tinha ontem.
Hoje faço perguntas e não tenho respostas... e quando algo é respondido, muitas outras perguntas surgem...
Hoje eu sei que planejar é importante, mas deixar que a vida nos surpreenda pode ser ainda melhor.
Li este texto no blog da Beth Lilás, que me fez pensar nesta carga que carregamos e que nem sempre nos permite ver as coisas como elas são. Sinto uma certa urgência de vida que não sei explicar.
Construo minha felicidade diariamente, com aqueles que amo, na rua, no trabalho. E sou grata a Deus por tudo que tenho, por tudo que sou. Mas há um certo 'vazio' que ainda não tinha compreendido. Acho que encontrei a reposta.
Beijos a todos.
Lu Souza Brito

Vida Real

A caminho do trabalho, estou no mesmo vai e vem de milhares de pessoas.

Hora para chegar ao trabalho, corre - corre. Ligo a moto, acelero, resmungo com os marcha -lenta, chego ao estacionamento, guardo os pertences, saio em disparada. Embarco no ônibus.... esta é a hora de maior espera, o percurso que poderia ser feito em 15 minutos, raramente é feito neste tempo.


É neste meio tempo (longo tempo), que me coloco a observar as pessoas. Ouví-las...
Coisas diversas. Fico ali no cantinho ouvindo. Tenho costume de sempre me sentar no mesmo lugar, mesmo lado. Dificilmente tenho uma cia para ir conversando. Melhor assim. Não gosto de muita conversa no ônibus quando mal acordei. Prefiro só ouvir.


Há dias que ouço histórias de amor escondido, ou sobre as ' baladas' do fim de semana. Outro dia tinha um moço triste, que levou 'um galho' daquela que ele considerava que poderia ser a futura esposa. A experiencia foi tão ruim que agora ele resolveu adotar a filosofia ' solteiro sempre, sozinho nunca'.


De um modo geral as pessoas gostam muito de comentar sobre tragédias. Melhor ouvir isso a ser surda, mas não é facil.

O que reparo é que cada um tem uma história, um modo de ver a vida e enfrentar seus problemas. Alguns de modo curioso. Sempre acho que quem está 'de fora' do problema, consegue enxergar a situação com mais clareza e encontrar uma solução mais lógica.


Daí penso nos meus problemas e tento imaginar, como as pessoas que convivem comigo os vê. Será que elas também acham que minha postura deveria ser outra? Se eles tem a solução, por que ninguém diz?


Quer saber o que eu acho de verdade? Se você estiver precisando ouvir 'poucas e boas', levar um sacode, colocar o pé no chão (há tantos ditados para dizer a mesma coisa), você terá que ir a uma terapeuta, psicóloga ou algo parecido.


Sabe porque? Porque mesmo os amigos de verdade não se sentirão confortáveis de dizer certas coisas. Ao menos não na intensidade necessária para te causar um choque, provocar uma mudança, coisa assim.


Dirão sim, mas como mãe que fala ao filho: " esta injeção vai doer um pouquinho, mas é para você ficar bem". Doçura!


Jamais dirá para uma amiga gorda que não esteja saudável: " para de se empanturrar de porcarias, porque assim você está se suicidando, porra!". Jamais. Estas coisas se comenta só pelas costas.


Acho que é assim no modo geral. Eu ouço as pessoas falando sobre suas vidas, com alguém que consideram de sua confiança. E aquele que tem a oportunidade de dar um conselho de verdade, de abrir o olho do outro para um defeito, uma atitude ruim, não o faz. Prefere passar a mão na cabeça, ser conivente, ser legal, a ser sincero.


É isso. Ás vezes acho que falta sinceridade neste mundo. As pessoas estão melindrosas, outras, falsas. Poe-se uma máscara de 'tudo se justifica'. Não é bem assim.


Talvez eu esteja exagerando. Talvez seja só a idade avançando que vai deixando a gente mais chata (dizem). A verdade é que ando numa inquietação, questionamento constante. E isso não é ruim. Minhas reflexões tem feito com que eu deixe a criancisse de lado e encare a vida com mais maturidade, responsabilidade. Hoje identifico melhor o meu papel no mundo, na minha família, com meus amigos. Por que ser só um ser passante, sem nada acrescentar para aqueles que te rodeiam não tem muita serventia, tem?



Eu analiso muito o comportamento das pessoas. Não costumo errar muito. Deve ser um defeito, com certeza o é, mas através desta análise eu me espelho para fazer minha própria identicação.


E nesta fase de refexões, tenho me livrado de antigas verdades.


OBS: ando uma blogueira ausente. OK que agora pratico o slow blog e não vou me sentir culpada por não estar presente com comentários em todos os blogues que gosto / sigo. Mas saiba que as leituras estão em dia. Só a questão do tempo para comentar, tals, que ás vezes falha.


Beijo carinhoso.
Obrigada por vir aqui.


Lu Souza Brito

Os sonhos

Será que os sonhos que temos são mesmo só uma extensão daquilo que falamos, pensamos, nos preocupamos durante o dia?
Já comentei aqui que meus sonhos tem sempre água (limpa, suja, podendo ser cachoeira, piscina e principalmente o mar).
Nunca consegui entender a relação, inclusive porque eu amo água. Nunca tive medo. Já quase morri afogada em um rio quando criança. Isso não fez com que tivesse medo. Sou fascinada pelo mar, por cachoeiras...piscina nem tanto, porque não acho graça aquela coisa paradinha, sem emoção.

Os meus sonhos envolvendo água geralmente são situações de perigo para mim: estou fugindo de algo / alguém e pulo de um penhasco, caindo em uma cachoeira, ou dou um salto no mar (de uma ponte, pier ou qualquer coisa que gere impulso do corpo para baixo e depois não consigo voltar a superfície.

Todo este rodeio é para dizer que tive um sonho muito estranho. Desta vez estava em um barco com outra pessoa e enfrentava ondas gigantes. E sentia muito medo e pedia para a pessoa que estava comigo para ir devagar, pois estava perdendo os sentidos... passa a cena do barco e eu chego em casa e vejo minha mãe e uma vizinha bem arrumadas, com os cabelos escovados e com uma bela planta com flor na mão. Eu elogio a planta e quando olho atrás da porta, vejo que tem muitas...folhas longas e de uma tonalidade bem escura, com flores delicadas. Não sei nem se existe estas folhas...

Em outro momento, eu vejo uma mulher e está sendo dominada por alguma força maior que ela, como se estivesse dopada. Ela teme até atravessar a rua.

Acordei assustada e sem entender nada. Não costumo lembrar de detalhes e desta vez senti que aquele sonho quis me dizer alguma coisa - principalmente na parte da mulher.

Sobre as plantas, lembrei da minha avó, que está internada a alguns dias. Ela tem 81 anos, tem alzheimer e é diabética. Uma ferida no pé que surgiu quase do nada a fez ser internada. Para piorar ela está perdendo os movimentos das pernas...

E você? Sonha, se lembra? Dá importância aos sonhos? Acha bobagem?

Beijos a todos
Lu Souza Brito