Antes que o mundo acabe

Balanço 2012 - antes que o mundo acabe.

Resolvi fazer um balanço deste ano, normal nessa época né? Motivada pelo fim do mundo, óbvio.  Vai que acabe mesmo, e por algum milagre, este arquivo fique protegido e daqui alguns milhões de anos seja encontrado por uma geração do futuro e.... kkkkkkkkk. Ok, parei com a palhaçada.

Eu até pensei em torrar tudo o que não tenho, ou ir para o litoral e esquecer que tenho emprego, casa, obrigações ...e ver o que vai dar, mas resolvi ficar.

Seria uma pena se acabasse. Ainda não conheci Paris! :)

Agora falando sério...
Estou botando muita fé neste ano novinho que começa a botar a cara aí hein gente.
Fala sério. Depois de passar quase metade do ano de 2012 sofrendo com dores alucinantes, me privando de fazer um monte de coisas, inclusive de ser eu mesma, acho mesmo que 2013 será o ano da recompensa. Pelo menos vou fazer de tudo para que ele valha a pena.

Foi uma longa batalha, mas também sei que foi muito útil.  Acho que foi um período para muita reflexão, ponderação, crescimento interior. Hoje me sinto mais forte, mais justa, mais compreensiva. (mas não virei santa não, tá).

Sabe aquela expressão 'levou um esfrega'. Acho que foi isso. Mas como todo 'esfrega' tem um porque, eu confio muito que se passei era porque eu precisava, fazia parte do meu aprendizado, da minha caminhada.

Mas 2012 não foi só de coisas ruins...encontrar o lugar certo para fazer o tratamento foi uma das melhores coisas que aconteceram. Mudar para minha casa foi outra. Cuidar, decorar, curtir...bom demais.
No começo foi difícil, mas agora já estou 100% adaptada. 

Agora no segundo semestre já me foi permitido viajar, caminhar... e ficar horas sentada em ônibus / carro ou avião já não é tão difícil.

Estou aprendendo a gostar da nova Lu que me tornei. Hoje já falo mais Não quando antes diria sim, mesmo querendo dizer não.
Faço menos o que esperam que eu faça e mais o que eu gostaria de fazer.

Hoje não me sacrifico mais para agradar quem não merece meu sacrifício.
Hoje reúno mais os bons amigos e faço questão de afastar os falsos.
Hoje agradeço mais. Elogio mais. Envergonho menos de dizer o que penso, de ser quem eu sou. Deixo as mascaras para quem gosta delas.

As vezes ainda me assusto com as novas atitudes. Mas sei que é melhor assim..

Tenho minhas insatisfações e estou lutando para resolvê-las ou me adaptar ao que assim exige. Tenho muitos sonhos novos e outros antigos que haviam ficado na gaveta do esquecimento e acho que merecem que eu faça algo por eles.

Que 2013 seja leve
Seja colorido,

Seja cheio de oportunidades!!!!

Feliz Natal  e Boas Festas a você que aqui passou. 

Beijos
Lu Souza Brito

* imagem: http://viajeaqui.abril.com.br


Bookcrossing: agora foi!

Ei vocês, não falei que iria participar? Eu tardo mas não falho, hehehe.
Somente ontem (22/11/12) consegui dexar meu livrinho 'esquecido'. Como sempre acontece comigo, teve o 'esquecer de verdade' em casa, no dia que já havia separado-o para esquecê-lo pelo mundo e dias chuvosos, úmidos, que não me deu ânimo para colocá-los em qualquer lugar.
Bom, mas chega de lorota e vamos aos fatos:

O Livro escolhido para ser esquecido foi: Depressão: Causas, Consequências e Tratamento. Autor: Izaias Claro – Editora: O Clarim

Este livro fala sobre esta doença terrivel, que assola milhões de pessoas no mundo todo. Algumas teorias sobre o que nos leva a depressão, o adoecimento da alma e consequentemente, do corpo. Traz mensagens positivas de encorajamento, para vencer esta difícil batalha, sob o ponto de vista da doutrina espírita.

Comprei-o para enviar a uma grande amiga, que na época, encontrava-se muito debilitada (fisico e psicologicamente). Tinha muito medo que ela se entregasse e cometesse suicidio, como realmente tentou algumas vezes.
Mas ela conseguiu superar, graças a Deus e por fim, o livro acabou retornando para mim. E foi muito útil em alguns momentos que passei no último ano.

Agora, com um certo pesar, deixo-o livre para que seja encontrado por outra pessoa e possa ser tão util como foi para mim e para minha amiga.
Na verdade, eu tinha outros quatro livros para decidir com qual deles participaria desta edição do Bookcrossing, mas neste meio tempo, comecei a reler um deles, o outro emprestei, o outro o marido pediu para que separasse pois ele gostaria de ler e o último não tive coragem de 'esquecer'.

Mais uma vez, o local de esquecimento foi o ônibus, quando estava a caminho do trabalho. Deixei um recadinho, informando que aquele nao era um livro perdido, que foi esquecido propositamente e pedindo a quem o encontrasse para esquecê-lo novamente após concluir a leitura. Tirei foto (celular) da capa e do bilhete, mas ainda nao consegui baixar. A foto acima é do google. Atualizo depois.

Um beijo a todos e desculpe pela demora!
Lu Souza Brito

Atrasada

Querida Luma,

Não esqueci da participação no BookCrossing Blogueiro. Pelas bandas de cá, tem chovido bastante desde segunda-feira, por isso não consegui e nem tive coragem de libertar o meu livro.

Hoje, que o esqueci  em casa, teve um dia até bonito, com um solzinho agora a tarde.
Vou esquecê-lo possivelmente na próxima semana (ou amanhã, já que vou bater perna no centro de São Paulo).
Posto assim que tiver concluído minha missão.

Beijokas
Lu Souza Brito

Criança? Ainda Sou

Não preciso fazer muito esforço para lembrar-me da minha infância! Eu era uma danada (era?).
Morava distante dos grandes centros, das facilidades da vida moderna (da modernidade dos anos 80, quero dizer).
Claro que como criança, sempre achava que tudo podia ser melhor, principalmente quando chegavam aqueles primos da cidade, que pareciam ser mais espertos, ter tudo, saber tudo.
E nós ali, nem tv tinhamos. Chuveiro eletrico fui conhecer depois dos 5 anos. A vida era dificil (para minha mãe né, viúva aos 31 anos, porque criança não acha nada dificil).
Mas deixa eu te contar que mesmo sem me dar conta na época, tive uma infancia muito privilegiada em relação a vida moderna. (estou me sentindo o Matusalém, ahahaha).
A alimentação era 100% saudável. Frutas, legumes, verduras, carnes vinham do quintal mesmo, da horta, do pomar...e o que não era do nosso pomar, era da plantação de vizinhos, mini-fazendeiros que cultivavam para venda.
Não conhecia videos-games, mas nossas brincadeiras..ahhhhhh, não perdia em nada para as brincadeiras dos 'primos da cidade'.
Banho de cachoeira, corrida com mulas, pescar, pique -esconde na fazenda. Ajudar a tirar leite da vaca, dependurar em árvores para balançar (isso me rendeu diversas cicatrizes devido aos tombos) colher frutos direto da árvore (manga, banana, mamao, jabuticaba, abacate, laranja, umbu, etc etc e tal). E os balanços na ribanceira? E puxar o rabo dos porcos? E alimentar as galinhas? Ahhh, muito bom.
Adorava estudar...e me sentia a rainha da bala-chita, pois aprendi a ler e escrever antes de entrar na escola (isso era raro naquela época, não é como hoje que com 3 anos as crianças sabem tudo). E eu botava fogo na sala, porque falava pelos cotovelos...e como as crianças eram um pouco lerdinhas para aprender, eu terminava minhas lições rapidinho e ia fazer a lição das colegas, para que elas pudessem conversar comigo.
Por conta disso, volta e meia ia parar na diretoria (na verdade, na biblioteca, o castigo era ler para a diretora, ahahaha).
Eu poderia escrever mais umas tres páginas sobre as coisas que aprontava, mas vou cansar vocês. Eu tenho muitos irmãos -irmãs e eles partilhavam toda esta bagunça comigo, aliáaaaaaaaaaas, eles me ensinavam a ser mais arteira do que eu já tinha tendencia para ser, ahahahha. Muitas histórias engraçadas dessa época.
É isso, fui uma criança muito feliz, muito cheia de energia, dei muito trabalho, levava muita surra, e me divertia demais!

Beijos a todos, saudades demais daqui.
Lucia, não estou desanimada com o blog, só não estou conseguindo conciliar com meu dia a dia ultra corrido. Mas eu volto. ;)

Lu Souza Brito

Reintegração - BC Amor aos Pedaços

Pois não é que na derradeira parte, esqueci-me completamente?
Logo a reitengração?
Logo o momento de juntar todas as partes que passamos, discutimos, consideramos?

Muitos foram os momentos no relacionamento, que passou da alegria do encontro (encantamento), ao questionamento, desencanto, Esperança e chega aquele ponto em que as considerações foram feitas, avaliadas e reavaliadas. É o momento de reintegrar.
É quando dizemos: apesar de tudo que passamos, que sofremos, das vezes que nos questionamos e desejamos jogar tudo porta a fora...
Apesar das vezes que a vontade de ir embora quase superou a de tentar de novo,
Apesar das dúvidas que existiram e nos fizeram sentar e reconsiderar algumas coisas,
O amor venceu. Superou os obstáculos. Persistiu.
E isso não é só Esperança.
O sentimento agora é de algo novo. Talvez de reconquista de algo que já fazia parte de você, mas que com o passar dos tempos, ou mesmo com as mudanças dos hábitos, dos costumes, te fazia sentir como se aos poucos fosse perdendo.
E de fato perdera. Perdera para que avaliasse se era o que queria de fato, ou estava a viver em preto e branco, como criança que chupa a bala porque as tem, nao porque quer ou porque gosta.

Reintegrar é reviver a chama do amor. É fazer com que valha a pena mais uma vez.
É uma fase linda, em que a gente se redescobre. E procura ser melhor.
É como descobrir que você (e o outro também), oferecia somente uma fração: do amor, do carinho, da atenção. E que pode ser muito mais.
Nos tornamos mais pacientes, observadores, percebemos melhor o tempo de falar e de calar.
E quando isso acontece, o peito explode em uma alegria, não aquela que nos faz cantar alto e gritar, mas aquela alegria sutil.
Poucos repararão, aquele que está na mesma conexão, ou aqueles que sabem enxergar um brilho no olhar, um sorriso disfarçado...uma pele mais brilhante e uma cara de quem acabou de descobrir o amor e alegria de viver.

Este post faz parte da Blogagem Coletiva 'Amor aos Pedaços' - 5ª e última fase: Reintegração, promovida pela Rute, Rosélia e Luma Rosa.
Update: me perdi nas datas, achei que fosse dia 15/7 - então ainda estou na data certa.

Beijos a Todos
Lu Souza Brito

La Femme De Trente Ans

Eis que estou chegando aos 30. Só um número???
Que nada!!! Muita alegria em comemorar mais um ano de vida, em estar por aqui.
Feliz por ter o dia, a dádiva de mais um dia, para viver, para rir, chorar, reclamar, sonhar.

É tão bom, tão bom estar viva! É tão bom ter sonhos, poder planejar, pensar no dia de amanhã. Melhor ainda aproveitar o dia de hoje.
Eu cheguei a uma conclusão: meu último ano foi de morte e renascimento. E agora que sou um brotinho, que enterrei tantas coisas e plantei algumas sementes novas, eu comemoro muito cada novo dia. Sinto-me recomeçando. E sinto necessidade de mudar velhos conceitos, de fazer coisas diferentes.
Celebrar mais a vida está entre as coisas que quero fazer sempre.
Que venham os 30, 40, 50.....

Achei este texto do Honore de Balzac (um pouco sensual, é verdade), mas com muitas verdades....e compartilho com vocês.

A Mulher de 30 anos

Por: Honoré de Balzac



Tome a mesma moça aos 20 e aos 30 anos. No segundo momento ela será umas sete ou oito vezes mais interessante, sedutora e irresistível do que no primeiro.


Ela perde o frescor juvenil, é verdade. Mas também o ar inseguro de quem ainda não sabe direito o que quer da vida, de si mesma e de um homem. Não sustenta mais aquele ar ingênuo, uma característica sexy da mulher de 20. Só que isso é compensado por outros atributos encantadores que reveste a mulher de 30.


Como se conhece melhor, ela é muito mais autêntica, centrada, certeira no trato consigo mesma e com seu homem. Aos 30, a mulher tem uma relação mais saudável com o próprio corpo e orgulho da sua vagina, das suas carnes sinuosas, do seu cheiro cítrico. Não briga mais com nada disso. Na verdade, ela quer brigar o menos possível. Está interessada em absorver do mundo o que lhe parecer justo e útil, ignorando o que for feio e baixo - astral. Quer é ser feliz. Se o seu homem não gosta dela do jeito que é, que vá procurar outra. Ela só quer quem a mereça.


Aos 30 anos, a mulher sabe se vestir. Domina a arte de valorizar os pontos fortes e disfarçar o que não interessa mostrar. Sabe escolher sapatos e acessórios, tecidos e decotes, maquiagem e corte de cabelo. Gasta mais porque tem mais dinheiro. Mas, sobretudo, gasta melhor. E tem gestos mais delicados e elegantes.


Aos 30, ela carrega um olhar muito mais matador quando interessa matar. E finge indiferença com muito mais competência quando interessa repelir. Ela não é mais bobinha. Não que fique menos inconstante. Mulher que é mulher,se pudesse, não vestiria duas vezes a mesma roupa nem acordaria dois dias seguidos com o mesmo humor. Mas, aos 30 ela,já sabe lidar melhor com esse aspecto peculiar da sua condição feminina. E poupa (exceto quando não quer) o seu homem desses altos e baixos hormonais que aos 20 a atingiam e quem mais estivesse por perto, irremediavelmente.


Aos 20, a mulher tem espinhas. Aos 30, tem pintas, encantadoras trilhas de pintas, que só sabem mesmo onde terminam uns poucos e sortudos escolhidos.


Sim, aos 20 a mulher é escolhida. Aos 30, é ela quem escolhe. E não veste mais calcinhas que não lhe favorecem. Só usa lingeries com altíssimo poder de fogo. Também aprende a se perfumar na dose certa, com a fragrância exata.

A mulher de 30, mais do que aos 20, cheira bem, dá gosto de olhar, captura os sentidos, provoca fome. Aos 30, ela é mais natural, sábia e serena. Menos ansiosa, menos estabanada. Até seus dentes parecem mais claros; seus lábios, mais reluzentes; sua saliva, mais potável. E o brilho da pele não é a oleosidade dos 20 anos, mas pura luminosidade.


Aos 20 ela rói as unhas. Aos 30, constrói para si mãos plásticas e perfeitas. Ainda desenvolve um toque ao mesmo tempo firme e suave. Ocorre algo parecido com os pés, que atingem uma exatidão estética insuperável. Acontece alguma coisa também com os cílios, o desenho das sobrancelhas, o jeito de olhar. Fica tudo mais glamouroso, mais sexualmente arguto.


Aos 30, quando ousa, no que quer que seja, a mulher costuma acertar em cheio. No jogo com os homens já aprendeu a atuar no contra - ataque. Quando dá o bote é para liquidar a fatura. Ela sabe dominar seu parceiro sem que ele se sinta dominado. Mostra a sua força na hora certa e de forma sutil.


Não para exibir poder, mas para resolver tudo ao seu favor antes de chegar ao ponto de precisar exibi-lo. Consegue o que pretende sem confrontos inúteis. Sabiamente, goza das prerrogativas da condição feminina sem engolir sapos supostamente decorrentes do fato de ser mulher.



Um beijo a todos
Lu Souza Brito

Sim ou não?

No proximo domingo é meu aniversario. E apesar de querer que seja um dia muito legal, ainda não me decidi se faço uma comemoraçãozinha ou não.

Motivos para comemorar eu tenho muitos: minha vida, minha saúde, meus 30 anos, ahahaha.
Mas so de pensar em elaborar algo eu fico tensa. Medo de não dar certo, de ninguem aparecer, do que eu preparar ficar ruim...

E como eu viajei este fim de semana, o próximo seria dia de organização no barraco, kkkk. Como fazer tudo que preciso (faxina casa / supermercado /lavar roupa) e ainda preparar algo para o domingo?
Ah sim, porque nem que a vaca tussa eu vou ficar o domingo todo com a barriga no fogão. Posso até deixar alguma coisa para finalizar, mas para preparar tudo, nã nã ni nã não.

Sair com marido para comer uma pizza é uma opção, mas e a graça e divertimento de estar com os amigos? É isso que eu quero.

Se der na telha, vou fazer só um buraco quente (pão com carne moida - molho) e um bolo bacana e pronto.
Ainda bem que meus amigos são como eu. A gente senta no chão e divide o lanche de mortadela. Assim, cheio de glamour !!! Ninguem que pergunte pela champanhe ou canapés. Talvez um dia eu até faça algo assim, mas sei que se não fizer, para estes que sempre estão comigo, o sanduiche de pão com carne moida é muito bem vindo.

Que fazer, que fazer???
Imagem do google.

Ó eu aqui travêis....

Desculpe pelo sumiço e falta de comentários, principalmente nos blogs participantes da blogagem Amor aos Pedaços, que por aqui passaram. Retomarei aos poucos. É que continuo praticante do Slow Blog (né Luma?).

As coisas aqui aos poucos estão entrando nos eixos.
Há 12 dias praticamente sem dor, voltando a fazer coisas do dia a dia. E eis que a alegria voltou a reinar em minha vida.
E vejam só, ando até fazendo curtas caminhadas.
Uma vitória de Deus na minha vida, com certeza.
Muitas idas e vindas ao Hospital, mas estes 2 meses de acompanhamento já começa a trazer bons resultados, ainda que não tenha começado o tratamento em si, que evita a progressão da doença.

Estou com vontade de escrever um tantão, mas ou não me sobra tempo ou me falta acesso a internet.

E ando com idéias birutas, e reflexões sobre tantas coisas... e sendo aqui meu 'diario' virtual, ainda que nao seja assim tão diario, quero voltar a escrever, porque minhas idéias mudam muito rapido e quando vejo, já esqueci, passou.
Eu volto!
Logo

Beijos
Lu Souza Brito


Questionamento - BC Amor aos Pedaços


Ah, o amor! Com seus encantos, desencantos, Esperança, Questionamento.

Quem nunca passou por isso, arrisco a dizer, são pessoas que não se atreveram a ir além, a enfrentar o desconhecido que é uma relação.

Quantas relações iniciam-se tão perfumadas que chega a embriagar. E quantas são tumultuadas e cheias de alto e baixo que falta coragem em apostar se irá adiante.

Qual tem mais chance de dar certo? Dificil dizer.... no dia a dia podemos nos surpreender com a resposta, que jamais vem pronta.

Passamos por muitas fases em um relacionamento a dois, mas o questionamento é inevitável. Pode ser fútil, como aquele vivido por pessoas que vivem a procura de problemas como 'cães caçadores', mas pode ser útil, como as reavaliações que nos fazemos ao longo da vida.

Um dia o encanto vira desencanto e já não se sabe muito o que fazer. Atitudes do outro que te agradava torna-se quase um sacrificio presenciar. O que fazer? Desistir, partir para outra?
Há quem chute o balde e decida ficar sozinha, tornando esta experiência negativa como sua base para tantas outras que poderiam(ão) acontecer.
Prefiro acreditar, ter Esperança, buscar uma forma de tornar melhor aquilo que já foi muito bom.

Normal (eu acho) se perguntar como seria com outra pessoa. Se agisse de forma diferente. Se estivesse sozinha. E  os planos? Nesta hora, o outro torna-se o culpado por tantas coisas que deixamos de fazer por livre e espontanea vontade, por simples escolha.

O questionamento pode também torna-se um martírio, pois há quem se culpe nao só por seus erros, como pelos erros do outro. "Que foi que eu fiz? Por que nao investi mais? Por que nao fui assim ou assado?
Me vesti ou comportei dessa ou daquela forma?

Há diversas formas de encarar o questionamento que vem aos pouquinhos, mas toma medidas gigantescas se não soubermos fazer uso correto, se não entendemos a 'serventia' do mesmo.
O questionamento é para reavaliar. Para buscar novas formas de amar, de agir, de viver.
É para que as coisas não parem no tempo e a rotina (no sentido de tudo sempre igual) embasse os nossos olhos para o amor, tire o encanto de simplismente estar com aquela pessoa especial.
Porque a conquista deve existir sempre (frase feita, mas é verdade). E é bastante simples surpreender.

Eu me questiono, muito e sempre e chego a conclusão que ainda que tenha vontade de matá-lo as vezes, nosso amor pode dar certo, e se fortalecer cada dia mais, pois depende apenas de nós!

Momentos Questionamento em alto estilo, ahhahaah.

Será - Legião Urbana

Tire suas mãos de mim
Eu não pertenço a você
Não é me dominando assim
Que você vai me entender
Eu posso estar sozinho
Mas eu sei muito bem aonde estou
Você pode até duvidar
Acho que isso não é amor


Será só imaginação?
Será que nada vai acontecer?
Será que é tudo isso em vão?
Será que vamos conseguir vencer?Ô ô ô ô ô ô ô ô ô ...

.......

Nos perderemos entre monstros
Da nossa própria criação?
Serão noites inteiras
Talvez por medo da escuridão
Ficaremos acordados
Imaginando alguma solução
Pra que esse nosso egoísmo
Não destrua nossos corações


Será só imaginação?
Será que nada vai acontecer?
Será que é tudo isso em vão?
Será que vamos conseguir vencer?
Ô ô ô ô ô ô ô ô ô ...

..............
Brigar pra quê
Se é sem querer
Quem é que vai nos proteger?Será que vamos ter
Que responder
Pelos erros a mais
Eu e você
?

Esta postagem faz parte da Blogagem Coletiva - Amor aos Pedaços - 4ª fase.
Promovida pela Luma Rosa , Rute e Rosélia.

Beijos a todos.
Lu Souza Brito

Onde está sua alegria?

Aqui pelas bandas de Sampa, chove, chove, sem parar. E assim como quando tem sol, tem gente para reclamar quando tem chuva.

A chuva não tira minha alegria....
Com chuva sinto vontade de ouvir musica tranquila, de assistir um filminho, de preparar uma sopa,

Tive que sair de casa hoje as 06:00h da manhã para ir ao HC, e me deparei com trens parados até ás 07:30h. Isso também nao tira minha alegria. Nem mesmo a cara e a reclamação dos outros. Eu ignoro, juro. Corto assunto.

E no caminho, encontro caras amarradas e caras alegres, casais aos beijos, pessoas sorrindo e retribuo, ao conhecido e aos desconhecidos, e as enfermeiras que tão gentilmente nos atende naquele hospital gigante.

E alguém me para e pergunta de onde vem esta alegria, em um dia de chuva, frio e alem de tudo dentro de um hospital.
Oras, minha alegria vem de dentro...brota no peito como uma semente e aumenta conforme eu diminuo as reclamaçoes e as expectativas.
Vem do prazer de estar viva e aproveitar o dia HOJE, esteja ele como estiver.
Vem do prazer de ir e vir sozinha.
Do saber que ao chegar em casa, terá alguém me esperando, que gostará de saber sobre meu dia, que ouvirá minhas bobagens e se sentará a minha frente para fazermos juntos a refeição.
São tantas coisas que me traz alegria!
E quando voltar o sol, minha alegria continuará...porque dias ensolarados me dá uma vontade enorme de cantar, cantar muito alto, de lavar o quintal, molhar as plantas.

E você, de onde vem sua alegria?
Beijos a todos e otimo feriado (para mim o feriado é so amanhã mesmo).
Lu Souza Brito

Origamis

Flaviane,

Para mim, tornou-se impossivel ver um origami e não lembrar de você...

Garotas preparam cerca de 40 mil origamis em formato de lírio em uma praça em Tessalônica, Grécia. O projeto surgiu como incentivo à reciclagem e vai entrar para o livro dos recordes.
Fonte: http://www.g1.com.br/

Para quem não conhece os trabalhos lindos da Flaviane, do Blog Terapia do Papel, recomendo uma visita.
Veja aquiiii
Beijos
Lu Souza Brito

O espelho e eu

Mulher é mulher a todo tempo não é?
Sabe que neste periodo todo sem ter condições de me exercitar, obvio que algumas gordurinhas indevidas se alojaram em locais mais indevidos ainda.

E basta que se perceba que a morte ainda nao chegou (ai que exagero) para lembrar...de quem, de quem, de quem??? Vamos ver se vocês acertam???

Do espelho >> da aparencia >> vaidade chamando....
Controlei a minha alimentação o maximo possivel durante este tempo, mas sempre há os dias em que a gente exagera. E convenhamos que 6 meses sem praticar NENHUM  tipo de atividade física é tempo demais. Eu que treinava pelo menos 3x por semana e ainda tinha minha caminhada no fim de semana...

Gordura, flacidez, indisposição, ... um saco!
Ainda nao voltei para a academia. A dor no joelho ainda está terrivel ( e creio que só melhorara quando eu começar a tomar o medicamento especifico para artrite). Isso me impossibilita de coisas simples, como deitar no chao para fazer abdominais. Ou mesmo sentar em lugares muito baixo.

Ai não vejo a hora! Agora, na minha casa tem escada e mesmo subindo devagar, primeiro um pe e depois o outro, ja sinto que meu corpo sentiu a melhora por estar se movimentando mais. Se estou em casa, faço este sobe e desce de 15 degraus ao menos umas 20x no dia - involuntariamente.
Quando é possivel, me alongo também (tem dias que nem isso dá pra fazer, devido ao inchaço das articulações).

Agora tô aqui cheia de planos para minha volta aos exercicios...emagrecer, me sentir bonitinha...exercicio cura meu corpo e minha tpm.
E as pessoas vem me dizer: Ah, esquece disso, primeiro a saúde. Uai, e exercicio não é saúde? E auto estima não é saude? E felicidade não traz saúde?

Tenho tentado caminhar em areas planas ao menos durante 5 minutos (coisa que nao tem perto da minha casa - por lá, só subida ou descida, ahahah.).
Já dei uma arrumada no cabelo. E quero mesmo é me sentir LINDA! Ando me achando um caco e nao quero que as pessoas me associem com cara de doente e ou de choro, vestida num pijama de joanina, jogada na cama. Porque eu já me vejo assim de vez em quando. E nao dá para dramatizar a propria imagem, né?
Até os pijamas eu quero deixar de lado, porque sempre que os vejo, me recordam os dias mais dificeis. Vou comprar outro todo lindo e alegre!

E todo mundo gosta de uma cara alegre, feliz, disposta.
Sabe que tenho ate virado meu disco. E quando me perguntam se eu estou bem, digo que estou, ainda que nao esteja. Para que ficar enchendo o ouvido das pessoas -algumas que perguntaram so por perguntar, pessoa que nao importa nadinha com você???

Estou feliz. Estou ainda sentindo muita dor, mas confiante que os dias delas estão contados. Dia 12/6 tenho consulta no HC novamente e espero, neste dia, que me digam que o figado tá belezinha já e que poderei iniciar o tratamento. Será o presente do dia dos namorados mais lindo que poderei receber, ahahahaha.

E alem de feliz quero ficar de bem com espelho.
Estou certa ou estou errada???
Um beijo a todos
Lu Souza Brito

Esperança - BC Amor aos Pedaços

A Esperança....

Ela não apareceu de uma hora para outra... Na verdade ela estava ali, para o momento que se fizesse necessaria. A esperança é discreta e é uma grande amiga da Fé! Aliás, nem consigo vê-las separadamente.

Quem vem aqui a mais tempo sabe da minha batalha para ter uma vida com mais saúde, devido a artrite reumatóide e fibromialgia que sou portadora.
Nem sempre é facil. E estou sempre aqui amolando dividindo com vocês meus momentos de fraqueza, de dúvidas. E de alegria e esperança que estou vivendo neste momento...e é sobre ele somente que quero falar.

De dezembro para cá, tive que reaprender o significado (e sentir) o que realmente é Fé e Esperança. Achei que elas tivessem me abandonado por um tempo...e meu mundo ficou vazio, escuro, deprimido, sem sentido.

Depois entendi que elas se apresentam de formas diversas. E vieram conversas alegres, entrecortadas entre choro e riso, e vieram confidências, e vieram orações...
E comecei a perceber que dias melhores viriam, que não era momento de me entregar, mas de lutar, de acreditar. E comecei a filtrar meus pensamentos, a espantar aqueles que me traziam tristeza e desencorajamento. E pedi muito a Deus que me trouxesse uma solução, uma luz, que fosse miudinha, mas que me mostrasse que eu ainda poderia voltar a ser eu mesma, andar, exercitar, sair de cima daquela cama,tocar a minha vida com meu marido, realizar meu sonho de ser mãe, de viajar, de fazer outra faculdade, de falar outros idiomas, de trocar o choro pelo riso.

E neste momento fui apresentada ao amor de Deus...a força que sentimos quando nossa Fé o coloca como Senhor de nossa vida.
Entendi que posso fazer o que quero, posso sonhar, questionar, me revoltar...mas algumas coisas não são no tempo que acho que deveria acontecer. E como é dificil e doloroso passar por isso.
Eu passei, com a ajuda de muita gente querida...e hoje a esperança está presente em todos os meus momentos. E a Fé, esta colocou-me face a face com Deus e hoje sou mais Feliz!
Pouco a pouco as coisas estão entrando nos eixos, o que parecia bagunçado, começa a ganhar forma. Sinto me grata por tudo que tem me ocorrido, até mesmo pelo sofrimento, tanto fisico quanto espiritual pelo qual passei nos ultimos meses, pois acredito que isso tem me transformado em uma pessoa melhor, ou que ao menos tenta melhorar.
O amor brota no meu coração com mais facilidade. Meu reconhecimento pelo que sou, por aqueles que tenho ao meu lado tem aumentado e cada dia me sinto mais e mais feliz. E mais pessoas se aproximam de mim, e sempre mais tento tirar a trava do meu olho, o veneno da minha língua e com isso vou aprendendo a ser mais gente.

'Eu sei que é difícil esperar,
Mas Deus tem um tempo, para agir e pra curar
Só é preciso confiar...

Se a cruz lhe pesa, não é para se entregar,
Mas para aprender amar, como alguém que não desiste.
A dor faz parte do cultivo desta fé e só sabe o que se quer quem luta
para conseguir ser feliz.
Não desista do amor, não desista de amar,
Não se entregue a dor, por que ela um dia vai passar'.

' Não é tarde sei que pode retornar,
Deixar o que passou, recomeçar,
As marcas vão ficar para recordar o quanto Deus te ama,
Tudo isso vai servir de ensinamento, as feridas cicatrizam com o tempo, é so cuidar!

Deus espera poder te reencontrar
Os brilhos dos seus olhos restaurar,
E estender-te a mão pra revelar que a todo este tempo,
Seu amor e sua graça te enviou
Mas as frestas eram poucas para receber o seu amor...

Não é tarde, não se entregue não,
Deus conhece e aceita as verdades do teu coração...
Não é tarde,
Pra viver melhor
O teu passado é agua que não move o moinho do teu coração,
Nem do coração de Deus!

Os versos acima são de canções do Padre Fábio de Melo, que muito me fizeram cia neste periodo todo. E cada vez que ouvia e cantava junto, ia me fortalecendo, deixando a angustia e a tristeza para lá, dando espaço para a Esperança, deixando que ela penetrasse minha alma e fizesse ali sua morada.
Muita coisa aconteceu e precisaria escrever muito mais para lhes falar sobre como nada acontece por acaso, sobre as provas que recebi que tudo na vida tem um sentido, um porque, até mesmo (ou principalmente) o sofrimento.

Obrigada Luma, Roselia, Rute-  pela oportunidade de desabafar um pouquinho sobre meu momento Esperança.
Este post pertence a blogagem coletiva  Amor aos Pedaços - 3ª fase : Esperança.

Um grande beijo a todos.
Lu Souza Brito

Continuando.....

Olá pessoal,

Dando continuidade ao post anterior sobre as excelentes Novas, vou lhes contar:
Consegui ser 'admitida' no Hospital das Clinicas em São Paulo para fazer meu tratamento da Artrite. Pensa que é fácil entrar lá? Nãaaaao. Ali não é lugar para pessoas com dorzinha de cabeça, não. Tem que caprichar na complexidade da doença. (desculpa o momento palhaça).

Agora falando sério: final do mes passado estive lá e tive uma extensa e demorada consulta em que precisei relembrar desde os primeiros sintomas, quando ainda nem sabia o que era artrite (coisa de quase 13 anos atrás) até os dias atuais. O primeiro pedido foi de um milhão de exames, outro milhão de raio X (coluna, pés, joelhos, mãos, de varios tipos) e um encaminhamento urgente para o gastro para avaliação do fígado.

Retornei la esta semana (ainda nao passei com o gastro), e volto em mais um mes (antes, repito boa parte dos exames novamente) para ver o que será, que será (que dá dentro da gente e nao devia) ahaha.

As dores estão um pouco melhor, tomo dipirona diariamente e por enquanto, de antiinflamatorio, somente a predinisona de 20mg (socorro que vou explodir). E agora calcio e uma tal vitamina D3.

Estou assim, sentindo uma felicidade tãaaaaaao absurdamente grande, que nem sei como falar para vocês. Ainda nao comecei tratamento em si, porque, enquanto nao baixar as taxas das enzimas hepáticas, nao poderei fazer uso de medicamento para a artrite. Ainda assim, o fato de ter um acompanhamento serio, de uma equipe que me diz: hoje estamos fazendo isso por este motivo, mas mes que vem será assim e depois assim, traz um alivio, uma confiança, uma ESPERANÇA (não é Luma?) rsrsrs. Já sei até que posso ter uma gravidez tranquila,contanto que seja planejada e informada a equipe desde o momento em que eu decidir.
Outros medicos me diziam para eu considerasse a Adoção, se quisesse filhos. Sou a favor, mas desta maneira, ignoravam meu sonho de gerar um filho antes mesmo de tentar.

Positivamente surpreendida com o atendimento de TODAS as pessoas com as quais cruzei naquele hospital nas ultimas semanas.
Ai gente, e é tanta coisa que a gente vê e ouve naquele hospital, que faz a gente perceber que o nosso (meu) problema é tão simples perto do outro....

Vou atualizando-os com os boletins hospitalares, combinado? Hehehe.

Assunto II - a casa
" era uma casa, muito engraçada, não tinha sofá nem armario, não tinha nada...
não tinha cadeira, lavanderia, não tinha nada
ninguem podia assistir, porque TV, nao tinha ali,
ninguém podia tomar banho de qualquer jeito, porque o box, nao tinha ali,
As prateleiras do closet, não estavam ali
Mas era feito com muito esmero, na Rua da Montanha, nº 0

Então...eu falei que as dores melhoraram né? É que elas sabiam que eu sou agora uma dona de casa, com marido, cachorro, portão branco. e teria muito trabalho pela frente. Então elas se concentram apenas pela manhã e a noite.
Agora me sinto mais casada, sabia? Contando a parte chata...lavar, cozinhar, ver o que falta, organizar, dormir pouco, descansar menos, preocupar com tantas contas, separar o lixo. E isso nao é uma reclamação, é constatação. Mas faço tudo com muito amor, e toda vez que a vontade de preparar um miojo quer dominar a vontade de fazer o pene ao pasto, lembro do quanto sonhei, desejei e ralei para ter minha casa, minhas coisas como tenho hoje, para fazer do meu jeito. 

Falta algumas coisas, conforme minha versão da musica acima, mas estamos nos virando com alguns improvisos (usando uma mesa tipo aparador como mesa de cozinha, ate poder trocar o vidro por um maior...usando banquetas de churrasqueira ate comprar cadeiras, sentando na escada, até ter sofa, ouvindo muita musica, enquanto a tv esta no conserto). Pedindo socorro a sogra com frequencia, e usando alguns itens da sua casa ate que tenhamos os nossos.

Ajustando para nao nos deixar levar pela ansiedade e comprar tudo de uma vez afogando-se em dividas ou comprar coisas de pouca qualidade que precise ser trocada em pouco mais de um ano. Tentando manter a calma que tivemos ate hoje, fazendo tudo do nosso jeito.

É isso gente! As fotos? Aiiiiii, só tenho algumas aqui, que nem dara para ter ideia do antes -depois. E da casa ja em uso esta na maquina.

Vamos lá:

SALA ANTES- a parte no fundo é a cozinha. No lugar desta parede sem terminar, antes existia penas um balcão.

DEPOIS: já pintada na cor cinza névoa (tipo um roxo claro). Por aqui nao dá pra ver direito, mas combina com as pastilhas da cozinha. Este suporte é para a tv (inverno assistindo LOST, delicia!!!)

Olha o efeito da iluminação no piso na foto acima...adorooooo o tom e brilho deste porcelanato.
Abaixo, parte da sala e a escada ainda não finalizada...


E agora. já quase pronta...faltando as pedrinhas brancas e os vasos para meu pequeno jardim:

Pouco a pouco vou colocando mais fotos e detalhes por aqui.

Beijão a todos. Feliz Dia das Mães para todas que por aqui passarem.
Lu Souza Brito

Boas novas....muitas novas!!!

E para quem acompanha a saga (não Crepúsculo, heheh), a saga Lu Souza / casa / reforma e artrite reumatóide, tenho EXCELENTES NOVAS...

* já me mudei para minha casa linda, fofa, cuti-cuti, faltando mil coisas, mas ainda assim me deixando a pessoa mais feliz do mundo
*uma grande luz no fim do túnel para o controle da artrite. Graças a ajuda de muitos amigos e muita inspiração divina, estou começando meu tratamento no HC de São Paulo.

Felicidade maior que essa? Só se eu pudesse ser mãe nos próximos anos sem complicações.
Mas eu curto a felicidade a cada passo. Nada de arroubos. Cada diatem sido uma grande vitória. Tenho muito para falar escrever ( e vocês sabem como gosto de escrever, ahahahah), mas tá tãaaaaaaao corrido.

Conto mais detalhes de tudo depos com mais calma...aguardem as cenas dos próximos capítulos.
Ahhhh, e deixa eu contar que eu sou uma dona de casa das mais organizadas....kkkkkkk um luxo só, tô besta comigo mesmo. Até cardápio semanal de refeições eu faço.

É alegria demais minha gente, vocês não podem imaginar! São muitas bençãos chegando...muita vitória. Meu  coração até dói de tanta emoção, ahahahahha (exageraaaaada)

Beijoooooooo a todos.
Que o fim de semana de cada um de vocês seja repleto de pequenas felicidades, como o meu, tenho certeza, será.
Agora fui de verdade!
Lu Souza Brito

Esquecendo o Livro

Pois é pessoal, como contei no post anterior, esquecer meu livro desta vez não foi muito fácil. Ou alguém via e corria para devolver, ou não tinha oportunidade de esquecer pois tinha conhecidos próximo de mim, ou estava chovendo e não queria deixar o livro ao relento.
Somente no último dia (23/4) consegui esquecê-lo, no banco do ônibus ( o primeiro que pego para ir ao trabalho é bem vazio e neste dia calhou de nenhum amigo sentar ao meu lado.)

Deixei-o ali bem no cantinho para que não caísse.

Dentro, um recadinho (escrito no próprio livro) parecido com o que escrevi na edição anterior

'Olá
Não sou um livro perdido. Fui esquecido propositalmente para incentivo a leitura.
Após ler-me, convido -o (a) a esquecer-me novamente em outro local.
Pratique o desapego. Encontrará mais informações sobre o Dia de Esquecer um Livro na internet.'

Não resisti e coloquei o endereço do blog embaixo, mas não tive nem um retorno (mas a idéia nem era essa).

Ah, qual livro esqueci?

Crepúsculo - de Stephenie Meyer.

Ganhei toda a coleção de uma operadora de turismo há uns dois anos +/-. Histórias vampirescas, vocês devem saber, um pouco fora da realidade. Mas querem saber minha opinião? Torça o nariz quem quiser, mas prende a atenção. Eu li todos eles em menos de 10 dias (e são 4 livros com quase 400 folhas cada um).
Se a intenção é incentivar a Leitura, além do desapego aos livros, é uma boa, ainda que este não seja um livro maravilhoso, culturalmente importante.Antes começar lendo algo mais simples e pegar gosto pela coisa que nunca ler por achar chato e pensar que nao irá entender.
Aliás, por que estou me justificando??? kkkkkkkkkkk.


(o pijama de joaninha é só detalhe tá?).

Ô Livrinho dificil de 'Esquecer'....

Não, não é que eu esteja apegada.  É que está dificil mesmo 'esquecer meu livro' por aí sem que um espertinho venha correndo atrás de mim dizendo '-Olha moça, este é livro é seu, esqueceu ali no banco....'.

Com uma rotina beeeeem rotineira mesmo, saio mesmo horário para o trabalho, pego mesmo ônibus, sento no mesmo lugar, o segundo bus é sempre lotado (sem chance para esquecer) e não costumo passear pelo centro comercial em meu horário de almoço. Por isso a dificuldade de esquecer o livro em um local diferente daquele que deixei na edição anterior (banheiro do prédio). Também não deixarei ao relento, pobrezinho...

Mas amanhã eu vou tentar again. Com uma semana para fazer isso, será o benedito que não vou conseguir me libertar desse livro??? Agora virou questão de honra.

Post participante do BookCrossing Blogueiro - de 16 a 23/1.

Desencanto - Um conto

... E eu aguardei o momento em que ele teria coragem de me falar que tudo estava terminado, ou que deveriamos terminar.
Aquilo não era vida, não a vida que eu sonhei, que eu planejei. E eu nem era das mais audaciosas. Nunca ousei sonhar demais. Sempre tive medo do tombo. Talvez fosse uma premonição.

E ali estavamós nós. Eramos dois infelizes dividindo o mesmo leito, era uma casa, mas nao um lar.
Eu já não sofria. Desejava ardentemente que ele me desse um motivo para fazer um escandalo e o enxotasse porta a fora.
Claro que ele nao faria isso. Era muito apegado a aparencias. Era muito orgulhoso. E ainda achava que era dono de alguma coisa.
Se sentia no direito de ameaçar tirar meus filhos. Quando voltava para casa cheirando a bebida e perfume barato de mulher vadia ainda queria 'limpar a mão ' em mim.

Quem o via comigo, na rua, na casa dos pais dele, jamais imaginaria o inferno que se tornara nossa vida conjugal desde o casamento. Não sei como tive coragem de engravidar de um traste assim. A vontade louca de ser mãe cegou-me ao ponto de achar que poderia extrair algo de bom daquele ser.
O que não era bom no começo tornou-se um verdadeiro inferno no decorrer de alguns meses. O homem que gostava de aparentar 'carinhoso' perante os outros e tinha alegria em exibir-me como um objeto para seus amigos, tornava-se um monstro no silencio do nosso 'lar'. Sofria humilhações físicas e psicológicas.
E o que um dia foi amor começou a se desencantar.
E foram momentos de muito sofrimento.
Desencantou-me ver que era uma pessoa de aparencias. Desencantou-me perceber que não havia sentimento de amor dele por mim, e sim posse. Eu era somente um objeto para ele.
Eu sabia relevar a sua falta de educação, de cultura, sua falta de interesse em crescer, em aprender algo novo.
Mas não o fato de não ter caráter, retidão, respeito ao próximo. Isso foi matando o amor aos poucos e virou puro desencantamento.
Já não fazia diferença se ele estava em casa ou não. Até agradecia pela paz e sossego quando ia 'viajar com os amigos'. Ele que viajasse em direção ao inferno e jamais encontrasse o caminho de volta.
E aquela que eu muito odiava por sempre estar cercando meu caminho desde os tempos do namoro, hoje eu 'quase gosto'. Por que ela conseguiu atraí-lo. Ela me livrou de algo muito ruim, não perdi nada. Mas ela, bom, provavelmente provará da semente do mal que a muito espalhava por ai. É dando que se recebe!

Adeus feitiço...adeus encanto >> desencanto. O principe virou sapo. E hoje retomo minha vida aos poucos, bem longe dele. Não quero mais ser princesa, para que não me apareça um sapo enfeitiçado com forma de principe.

* Esta postagem faz parte da blogagem coletiva Amor aos Pedaços - Fase 2 (Desencanto).
Conto ficticio de minha autoria. Qualquer semelhança com a realidade terá sido mera coincidência .

Bjos a todos.
Lu Souza Brito


BC - Um dia para Glória

E hoje quero apenas relembrar a deliciosa tarde que tivemos no Nice Cup Café aqui em São Paulo. Um encontro especialmente organizado pela amiga Macá para que a Glorinha viesse divulgar o seu livro.
E ali estava ela, junto com a Beth Lilás, depois de alguns imprevistos chatos na chegada em São Paulo.
Cansadas da viagem, irritadas com as malas trocadas, mas ali estavam.
Ela me disse: '- E fui gastar no shopping o que não podia, nem devia. Este vestido comprei aqui'. Falou sobre o livro, sobre as várias Glorinhas ali representadas, sobre a chegada da menopausa e como lidou com ela. E a mulherada perguntava, e tumultuava, e sorria e tomava cafezinho. E lá vinha uma rodada de pães de queijo e bolinho de chuva. Pena que foi rápido...muito rápido.
E é assim que quero lembrá-la sempre. Sorrindo, conversando, com aquele sotaquinho gostoso que ela e a Beth tem.

A libélula voou para onde nossos olhos não consegue mais enxergá-la, mas nem por isso se apagará tudo que vivemos juntas.

Lu Souza Brito

* Este post participa da blogagem coletiva, proposta pela Angela do Blog Oras Pitangas,  em homenagem a esta amiga querida que nos deixou no dia 5/4/2012

Duas coisas...

A despeito deste post anterior super deprê, ontem fiquei pensando em escrever aqui um pouco sobre as coisas que me alegram.
Quem ler o post pode pensar "coitadinha dela, como é infeliz, deprimida'. E eu digo "nao sou não senhora". Ando um pouco tristinha com tudo que tenho passado, é verdade, mas apesar de, sou uma pessoa feliz. Sou alegre, sou risonha, sou companheira. Não fico esperando sempre ser consolada, pelo contrário. Fico feliz em saber que sou alguém com quem meus amigos podem contar. Sou confidente, sou sincera nas opiniões. Prefiro distribuir sorrisos a lagrimas. Quando estas vêm eu me recolho, e são poucos os que ouvem meu desabafo.

Animada pela leitura dos posts da Fernanda Reali (que eu sempre leio mas nunca comento, :/ ) em um tipo de blogagem chamada  'Pequenas Felicidades', em que são postadas coisas que tornam a vida de cada uma das blogueiras mais feliz, ia aqui fazer minha listinha.

E então recebo a noticia da morte da Glorinha...pessoa que tantos de nós conheceu por aqui através das suas blogagens coloridas. O Colorindo a Vida (que como a Lucia bem lembrou, teve o dia 5/4/2010 como o dia Rosa), a Blogagem Minha Idéia é o Meu Pincel e tantas postagens bacanérrimas, tanta troca gostosa de informações, opiniões.

E o meu pincel ganhou um tom mais acinzentado hoje...
Já sentia muito a sua falta Glorinha e agora, a lembrança de tudo que passamos por aqui ficará para sempre. Tantos cafés com bolo. Tantas recomendações de livros....Na esquina do Tempo!

Em homenagem a você, vou prosseguir com minhas 'Pequenas Felicidades' nos próximos posts, pois o seu incentivo era sempre para a alegria, para a sinceridade (ôoo apimentada, ahahah) e sempre tinha uma palavra carinhosa para mim.

"Qualquer dia amiga a gente vai se encontrar..."
Lu Souza Brito

Diário de uma artrítica

Aviso: este é um texto desabafo de gente com chatice crônica, com mania de voltar ao mesmo assunto com frequencia, já que o assunto não dá descanso na vida dela. Portanto, se quiser sair de fininho agora mesmo fingindo que não esteve aqui, eu entendo perfeitamente. E se ficar e resolver ler, aviso que hoje não quero ser legal, não vou me preocupar se você me achará uma maluca ou uma chorona ou a combinação dos dois. Como eu disse é só um desabafo de coisas que por vezes não tenho coragem nem vontade de falar com os outros.

Iniciamos o mês de abril, e para mim parece mentira que, passados mais de 5 meses, eu continuo a ter tantas dores no meu corpo.
Parece um pesadelo que não terá mais fim. Não me falta fé (ok, as vezes falta), não me falta coragem. Tem faltando esperança, já que sempre que a espreito por aí, em um chazinho milagroso, em um amigo que tem um amigo que conhece um reumatologista com mais experiencia, em uma semana de cura e libertação na igreja, em um ritual de banhos calmantes, em exercicios mentais para atrair bons fluidos, enfim, quanto a esperança dá o ar da graça e eu, entusiasmada corro ao seu encontro, vejo-a fugir, escapar entre meus dedos, meus medos, meus sonhos.

E parece que tudo não passa de um devaneio. Percebo logo que não é só um pesadelo, pois as dores latentes lembram - me a cada nascer do sol, a cada vez que acordo na madrugada para ir ao banheiro, a cada mudança do clima, que elas estão ali. E não sei se não estou fazendo as coisas direito, mas nada parece funcionar para que sejam eliminadas.

Chegou, encostou e não quis mais sair. Não sei mais o que faço. Não aguento mais chorar (nem de dor, nem de desespero por esta situação toda)...pronto, já estou chorando de novo...
Não venha me dizer que preciso ser forte. Eu sei a minha luta diária para levantar da cama e fazer uma simples troca de roupa sozinha. Só eu sei o que passo cada vez que me assento para fazer xixi. Tiro forças sei lá de onde para erguer-me novamente e passo a passo, fazer as coisas que preciso fazer. E eu choro e troco de roupa. E choro e penteio o cabelo. E choro e desço a escada para tomar café. Choro de novo para sentar na cadeira. Choro mais ainda para levantar. E para entrar no carro. E para subir no ônibus e mais ainda para descer.
E as pessoas que me acompanham diariamente já sabem. Ajudam. Dão lugar no ônibus. O motorista para bem encostado a guia, espera até que eu entre e sente.
Em casa eu nem falo...não fosse a ajuda de todos para praticamente tudo eu já teria desistido ... de viver mesmo.
E quantas vezes estou ali quieta e as lágrimas descem sem que eu queira, sem que eu consiga controlá-las. Forma-se um bolo na garganta, os olhos começam a arder e pronto. Começou a choradeira.
E nem sempre significa que estou sentindo dor. Choro quando vejo as pessoas se importando com coisas tão pequenas, tão bestas.  Choro ao me dar conta que jamais serei aquela que fui um dia, choro de saudade de simplismente não ter preocupação se ia esquentar ou fazer frio, de sentar rapidamente ou correr atras de um cachorro na rua. Saudade de sair para caminhar com meu marido ...de subir e descer morro, fazer trilha, andar de bicicleta, pilotar minha moto, ficar horas em pé preparando um doce, pão de queijo, arrumando a casa.
Procuro fugir da autopiedade.
Orgulho é uma palavra que aos poucos deixa de fazer parte da minha vida!
Eu sou grata muito e sempre, mas nem isso faz frear os meus pensamentos, quando tenho vontade sumir, sem deixar rastros...ou quando desejo nunca ter existido na vida das pessoas que eu amo e sei que sofrem por me ver assim, e tentam fazer de tudo para me ajudar.
Vou me sentindo pesada, pesada, pesada...um fardo que eles não escolheram. E tento ficar alegre, parecer alegre mesmo não estando. Porque minha tristeza e angustia contamina a minha casa e isso me deixa muito triste, por que não queria que eles sofressem, que se preocupassem.

Tem dias que fico realmente feliz. São aqueles que acordo e consigo me alongar. Os dias que não preciso segurar na parte de trás do joelho para conseguir esticar a perna. O dia que sento na cadeira sem sofrer. Ao mesmo tempo me entristeço porque sei que dias assim são aqueles que estou com uma dose maior de antiinflamatorios. O dia em que a dor ultrapassa o limite do suporável e recorro a eles ou, como na semana anterior, vou parar no hospital e me aplicam medicação direto na veia. Quando estas coisas acontecem (e tem acontecido com bastante frequencia) eu fico bem, por 1 ou 2 dias. Porém sei que não é real, não é que fiquei bem, simplismente estou sob efeito de drogas (farmacêuticas).

Daí as pessoas me perguntam: '-E por que não toma sempre um antiinflamatório para ficar bem?'
Eu respiro, conto até 10 e começo as explicações que tanto detesto, mas que neste caso são necessárias:

1- estou sem tratar a artrite reumatóide porque, ao longo de 5 anos de remedios fortes( Infliximabe, sulfassalazina, metrotexato, cloroquina, etc), fui tendo problemas no fígado, e foi se acumulando...e com a ultima medicação (humira), a coisa ficou preta. Pretíssima. Uma intoxicação medicamentosa.
E desde então, os antiinflamatorios foram praticamente proibidos. E a doença está em plena atividade, não houve remissão, pelo contrário, piorou muito e os  primeiros a dar sinal que a coisa ia mal foram os joelhos e os ombros. Se dissesse que não dói TUDO, toda articulação, seria mentira, e não tenho porque mentir. Doi dos ossos do dedo do pé ao cotovelo, o ombro, a coluna. Os dedos da mão e o pescoço vivem 'estralando' com barulhos horríveis - tenho medo que quebrem. O mesmo eu digo dos joelhos.

Depois de muita espera, conseguir passar com uma reumato no meu convênio de bosta (Medial). Após avaliar os meus ultimos exames e constatar pessoalmente as inflamações 'visíveis' em mais de 20 articulações ao mesmo tempo, ela foi muito sincera e disse que eu deveria consultar o top dos tops na reumatologia. Que meu caso era muito grave e que fugia dos conhecimentos dela.
Dos protocolos dos medicamentos disponibilizados para tratar a artrite pelo convênio / sus eu já havia tomado todos, com exceção do Arava, mas que devido ao histórico de alterações das enzimas hepáticas, não poderia passar este para mim, pois uma das contra indicações era justamente essa. Problema no fígado era um dos efeitos colaterais mais forte dessa medicação.

Por isso não posso me entupir de antiinflamatorios. A tal da nimesulida é um dos baratinhos, disponivel no posto de saúde e o ÚNICO que tira a minha dor rapidamente. Mas remedio é remedio, não é água. Só tomo quando não tenho mais outra alternativa, do tipo, ou tomo ou fico de cama como uma aleijada durante 24 horas do dia.

Esta médica me recomendou um tal de tramadol, que faria milagres. Fez nada. Tive que comprar ( e caro) já que não tinha nos postos de saúde, ele deu um 'leve alivio', ainda que tomando de 8 em 8 horas.

Disse-me que deveria procurar estes hospitais -escola, pois lá, eles poderiam ter algo que tratasse a doença sem trazer tantos efeitos colaterais como os outros estão dando.
Analisando aqui comigo, não posso dizer que os remedios para tratar a artrite não funcionou...funcionou muito bem - mas os efeitos colaterias foram tão sérios que não pude mais prosseguir.

Já fui a Santa Casa de Misecórdia de São Paulo e após passar por uma triagem, fui tratada com enorme desprezo, com a informação que estava bem orientada, que deveria aguardar ate baixar as enzimas do fígado e prosseguir com o Arava (ou seja, deixa o figado ficar bom para ferrar com ele de novo) E depois?
Clinico geral querendo se meter com reumatologia dá nisso. Idiota!

Ontem fui a Unifesp (EPM) com uma carta de encaminhamento da minha médica...A que deveria estar lá, já que só atende ás segundas feiras, havia trocado o dia com outra - que não quis me atender.
Eu não vou desistir, mas deixa eu explicar que para conseguir chegar a estes lugares antes das 07:00h da manhã, que é o horário pedido, eu acordo ás 04:30h, peço ao meu sogro para nos levar até a estação de trem mais próxima que fica a quase 15km de casa e não tem ônibus esta hora, pego trem  e faço mais 2 ou 3 baldiações de metrô. E depois mais uma caminhada... E falto ao trabalho pela manhã.

Dá um ódio tão grande chegar lá e ver que todo seu esforço foi em vão. Mas não será isso que me fará desistir. Vou voltar lá na Unifesp (ainda não sei quando, porque com tudo isso eu ainda tenho uma vida de gente normal - eu trabalho, tenho obrigações e horários a cumprir, graças a Deus).

E sabe o que é mais engraçado...o que era um 'privilégio' digamos assim, que era o fato de ter o plano de saúde, para consulta / exames, emergências, etc, tornou-se agora um problema. Porque para conseguir o tratamento em qualquer um desses lugares, incluindo o Hospital das Clínicas, tem que ter um encaminhamento do SUS. Oras carambolas, eu tenho convênio, mas meu tratamento todo sempre foi disponibilizado pelo sus. Meus medicamentos custa entre R$ 3 e 8 mil reais por mes. Até os baratinhos (predinisona) eu pego no posto. Alguma dúvida que não tenho condições financeiras de arcar com um tratamento particular?
Agora, vou passar por um clinico no Sus assim que possivel, pedir encaminhamento para reumatologista e a partir desse, com fé em Deus, chego no Hospital das Clinicas e torço para que alguém consiga me trazer algum alivio para tanta dor. Que haja uma luz no fim do túnel. Não sou eu a única pessoa no Brasil com poliartrite grave, sou???

A Silvia (do Longevidade) tem em ajudado com informações e me passou o contato de dois reumato do Hospital das Clinicas que atendem particular. A consulta é cara e não atende convênio, mas vou tentar passar com um deles e ver se me dizem algo diferente do que ouvi até agora....

É isso, assim tem se resumido minha vidinha nos últimos tempos. Não desejo a ninguém  nada parecido com o que passo, mas tenho consciencia que não sou a mais sofredora do mundo e isso baixa minha bola e as vezes me faz ter vergonha dos meus momentos de fraqueza.

Beijos a todos vocês.
Lu Souza Brito


Parabéns BETH LILÁS!!!!




Hoje é o dia de comemorar o aniversário dela,
Ela é alegre e transmite somente coisas boas na blogosfera,
Defende a natureza, a nossa Mãe Gaia
É gentil e carinhosa (eu a conheço pessoalmente).
É daquelas pessoas que desejamos sempre ter por perto.
Pena que agora resolveu dar um tempinho da blogosfera,
Mas não nos abandonou, ela aparece, manda email, comenta...

Hoje é aniversário da Beth Lilás.
Parabéns minha amiga!
Te desejo muitas felicidades, amor, saúde e paz!!!

Um grande beijo
Lu Souza Brito