Carta para 2014

Está tudo tão barulhento lá fora que senti vontade de vir ao meu 'esconderijo'.

Sem a menor pretensão sobre possíveis visitantes nesta sala tão vazia, visto que nem a anfitriã  tem aberto as janelas...Não se sabe se foi para o quarto quieto, ou se saiu de fininho, pela porta dos fundos e caiu na festa.

O fato é que mesmo casas fechadas recebem alguém para conferir a correspondência de vez em quando, ou alguém para deixá-las.

Que coincidência...o carteiro acabou de enfiar uma carta embaixo da porta. O que será que diz? Me acompanhe então na leitura...

Querido ano de 2014

Você deve ter notado que escrevi muito pouco este ano. Lembrei então que para escrever não precisa ter vontade, precisa só começar....
Sabe, o primeiro semestre foi tão difícil... me lembro porque e como tudo aconteceu,  que foi a partir de uma escolha minha. E lembro também que toda escolha tem suas consequências...e devemos estar preparados para enfrentá-las.
O fato é que não foram só coisas ruins. Definitivamente não. Para passar por tudo,  aconteceram coisas muito boas. Novos amigos, novos entendimentos sobre mim mesma, sobre a vida, sobre a espiritualidade. Este foi um ano de reconexão com a pessoa que verdadeiramente sou.
Então, meu balanço geral, está assim ó: saldo positivo. tenho muito a agradecer por todas as lições trazidas. Pelos mestres que tive nesta jornada e muitos que aina permanecerão por muito tempo comigo.
Agradeço por me mostrar que o maior entendimento está em se aceitar, se perdoar e doar-se de forma inteira para os eu próximo.

Portanto, acho que as provas de dificuldades (de diversos níveis) foram úteis, pois conseguir reter a lição, não é mesmo?

Sobre 2015, estarei mais forte, mas também mais leve. Encaro o que devo encarar, mas reservo um espaço para as surpresas da vida. Afinal, ela está sempre a nos mostrar que não dá para tentar controlar absolutamente nada.
Gratidão

Ass: um ser em contrução

Gratidão

Eu bem tentei vir aqui semana passada para escrever um pouquinho...não consegui. Foi corrido.
Trabalho, estudo e conexão ruim contribuíram para isso. Enfim...

Alguns dias atrás tivemos um tipo de 'desafio' na rede social em que devíamos listar 03 coisas pelas quais somos gratos, durante 03 dias, além de convidarmos outros amigos para a reflexão.
Eu participei conforme manda  o figurino. 
Depois de encerrado os dias de participação, me peguei  diariamente fazendo o mesmo exercício de reflexão, ainda que agora, sem a necessidade de 'postar'.

Então me dei conta que umas das coisas pelas quais sou muito grata é por este espaço aqui.
Sou muito grata ao Blog por tudo que ele representou e ainda representa em minha vida. Pelas pessoas que conheci através dele (são muitas). A maioria delas, mantenho contato ainda hoje, agora não somente por aqui. Algumas já tive a honra de conhecer pessoalmente.
Gente do bem, gente com quem aprendo muito e que acrescenta muito em minha vida . Pessoas que me levaram a outras e tantas outras, através das quais me informei e conheci assuntos sobre os quais jamais imaginei ter contato.
Pessoas pelas quais tenho maior prazer em dizer que 'conheço',  para algumas tenho maior carinho e levo em consideração suas opiniões e dicas.
É um mundo distante e ao mesmo tempo tão próximo.

Aqui eu tive apoio e incentivo em tantas fases da minha vida...do enfrentamento da doença. das crises reumáticas, do estresse da reforma da casa, do estresse e alegrias dos preparativos do casamento. Dos sonhos e duvidas sobre a maternidade que ainda não chegou...das confissões e avaliações sobre infância, família, comportamento. Do arriscar escrever de improviso e até fazer poesia.
Das angustias, medos, sonhos, reflexões...aqui tem pequenos pedaços de minha vida.
E hoje eu quero agradecer a cada um de vocês que me deu oportunidade de falar, de desabafar. Cada um que me acolheu e enriqueceu meu dia. Todos os pitacos, empurrões e até puxões de orelha.

Cada dia é um novo dia e estou aprendendo que o passado deve ficar no lugar dele e que devemos tratar os nossos problemas e dores com pão e água (para que acabem logo), mas antes de finalizar, preciso enfatizar que, sem a ajuda de vocês, passar por tudo que passei com a artrite reumatoide, teria sido muito mais difícil. Ainda enfrento -a, mas estou cada dia mais forte, mais confiante e espero eu, menos mimada.

Um beijo!
Gratidão <3 div="">

Minhas respostas

Cerca de 02 meses atrás a Lucia Soares me propôs a brincadeira de responder as perguntas abaixo. Bom, vamos lá! Antes tarde do que nunca, não é assim que dizem?

O mundo seria mais feliz se...
Não existisse tantas diferenças. Se as pessoas fossem vistas como iguais, com os mesmos direitos e deveres.

Uma amizade é realmente importante quando...
Não necessita de demonstrações explícitas e quando não é preciso muitas palavras para que o amigo perceba o que vai em seu coração.

Paciência e Tolerância para mim...
São provas difíceis, mas extremamente necessárias para meu auto-conhecimento e desenvolvimento como pessoa. 

Algo que me irrita profundamente...
Comparações. Pessoas são testemunhos somente de si mesmo e a comparação é algo que me irrita, pois cada um sabe da sua dor, alegria, tolerância, etc.

Acho que as pessoas mais humildes...
Tem muito a nos ensinar. Tanto aquelas que são humildes (condição financeira), como as pessoas com humildade. 

Quando o dia amanhece nublado...
Eu me visto de arco-íris, passo batom vermelho e agradeço por aquele dia. Adoro acordar e perceber que ainda estou viva!

Uma qualidade indispensável as pessoas é...
Otimismo. Gente otimista é mais feliz e se sai bem até nas situações mais adversas. Otimismo e autoconfiança são fundamentais.

A proposta é repassar a 06 leitores amigos, mas deixo a vontade para quem quiser responder. 

Um beijo
Lu Souza Brito

Folhas

Na busca incessante
Da palavra alegre, da postura correta, do viver em paz
Sou como folha  levada pelo vento.

Cai levemente naquele tombo que seria seu fim,
E precisa deixar qualquer apego,
não mais pertence aquela arvore

Agora ela pertence ao vento,
pertence ao chão, pertence ao espaço e não pertence a ninguém.

Ela sai percorrendo caminhos sem sentido até então
Iniciando um novo aprendizado,
Conhece novos horizontes, novas folhas arrancadas das suas convicções
Novas folhas que precisaram reaprender o seu jeito de viver
Folhas que querem continuar,

Fazer parte de um jardim,
Enfeitar uma janela,
Entrar cuidadosamente pela fresta

E ainda que ela fique seca, poderá tornar-se parte de um lindo arranjo.
Viver é se reinventar, é aceitar, mas não se conformar
É acreditar em si e na possibilidade de fazer algo diferente por si mesmo.
Viver é agradecer pelas oportunidades, pelos cuidados recebidos,
Viver como folha é deixar seu melhor, seja como parte da arvore, seja como folha seca ao chão.

Autoria: Luciene de Souza Brito

idiomas

Atualmente faço curso de inglês na Escola Wise Up. Quem me acompanha lá no FB deve ter visto que postei sobre a mudança de nível. Inicio amanhã o módulo Advanced II. Seria o final, pois depois desse, temos alguns módulos (opcionais) que é somente para conversação.
Eu sempre gostei muito de idiomas; e o inglês, já e a terceira vez que faço. Estudei alguns anos na escola CNA, quando morava em Ilhabela. No último ano de faculdade não consegui conciliar e parei (estava em um nível similar a este). Depois eu me mudei para São Paulo e fiquei um tempo parada. Enferrujei né? Mesmo lendo bastante e assistindo filmes, eu não falava como antes, pois lá fazia parte do meu trabalho, no setor de informações turísticas.
Voltei a estudar em 2012 e fiz por um ano, na escola CNA novamente. Talvez porque estes últimos módulos ainda tem muita gramática, ou quem sabe porque era uma loucura sair do trabalho, na hora do rush e conseguir chegar a tempo na aula, acabei me desinteressando. Prometi a mim mesma que iria continuar estudando, porém, perto do trabalho.  Pesquisei várias escolas, métodos, opinião de amigos e fiquei com a Wiseup  porque, além dos pontos que achei mais interessante nesta, a Unidade fica a menos de 400 metros do escritório onde trabalho.
Daí que voltei para o módulo intermediário e agora estou no Advanced, mas ainda tenho um ano de curso, incluindo os módulos de conversação.
E gente, vamos combinar, que escolas de idiomas tem um limite no aprendizado não é? Algum de vocês  se tornaram fluentes sem ter uma experiencia in loco?
Vejo gente que fala e se 'garante'. Eu mesma quando lidava com o público estrangeiro falava sem medo, me fazia entender, claro que, com certeza, cometia erros patéticos, mas me virava. Mas estou falando de saber fazer bem! Falar com polidez, escrever, ler...
As vezes eu acho que estou jogando dinheiro fora, mas como no atual momento não tenho condições de ir para os Estados Unidos por exemplo e ficar por lá pelo menos 01 mês mergulhada nos estudos, vou levando e me esforçando ao máximo, mas fico muito insatisfeita com o pouco que sei, mesmo estando em uma categoria que as escolas classificam como 'avançado'.
Leio muito, ouço música, mas não tenho tanto tempo para filmes / seriados. Quero mais, muito mais!
O que eu faço?


Fotografias

Ainda sobre o ritmo frenético que vivemos atualmente, onde se tiram milhões de fotos, que ficam esquecidas em máquinas digitais, computadores, Ipads, pendrives e etc,  esta semana decidi aproveitar momentos mais tranquilos para fazer uma seleção de fotos e enviar para impressão.
É, isso mesmo. Foto para mim é como livro. Tenho que tocar, sentir na minha mão. Digital é muito bacana, mas não é a mesma coisa.
Claro que nem todas são aproveitáveis para revelação. 
Eu costumo revelar através do site da Livraria Saraiva. Já utilizei o serviço deles outras vezes, inclusive para montar meu álbum de casamento e gostei muito da qualidade da impressão. E o serviço não é caro, comparado com o que pagávamos nas fotos de filme (rolo). 
Sou exibicionista, então gosto de fotografar e ser fotografada, portanto,  passei minha adolescência inteira com uma máquina na mão e contando as moedas para revelar tantos filmes. E quando gostava da foto, lá ia eu com os negativos pedir cópias.

A tecnologia nos trouxe muitos benefícios e agora podemos ter estes serviços com muito mais praticidade. 
E você, me conta aí... tem muitas fotos esquecidas em arquivos?Ainda gosta das fotos impressas, como eu?

Agora, falando em fotografias, tecnologia, celulares, etc, li um artigo bem interessante sobre isso, retratando a nossa obsessão com estes itens tecnológicos, em especial, os celulares:

Um famoso e tradicional restaurante de New York começou a receber muitas reclamações. Os clientes diziam que os serviços pioravam cada vez mais. Queixavam principalmente do tempo de espera.
O gerente então, contratou uma empresa de consultoria para entender o motivo da contínua insatisfação.

Constatou-se que atendem quase o mesmo número de clientes que atendiam 10 anos atrás,porém, o serviço está mais lento, mesmo contratando mais funcionários e reduzindo o menu.

Utilizando o serviço de vigilância, decidiram comparar com um vídeo de 10 anos atrás para entender como os empregados estavam se comportando.

A surpresa constatada após a comparação: os clientes atuais reclamam  mais, pedem para trocar de mesas mais vezes, pegam os celulares antes de abrir o cardápio. Demoram muito mais para fazer o pedido, pois estão muito entretidos com os celulares e com os selfies.
Pedem os garçons para tirar fotos em grupo (mais de uma quando não acham que ficou boa), o que atrasa o atendimento dos garçons em outras mesas.
Devido a esta demora, os pedidos de reaquecimento de pratos ocorre mais vezes. 
Entre pagar a conta e sair também houve considerável aumento de tempo. E muitos colidem com outras mesas ou  garçons ao sair (digitando enquanto andavam).

O que podemos concluir com isso?

Fonte: themetapicture.com






Sobre escrever

Puxa, fico envergonhada com minhas idas e vindas aqui.
Tento voltar, mas a preguiça me puxa de um lado, outras redes sociais do outro e no fim, acabo não postando nada.
Achando que resolveria, configurei as postagens para somente convidados. Na verdade não é nada disso, foi apenas uma forma de deixá-lo quietinho até que resolvesse voltar.

Foi um choque pensar, nossa, meu blogue fechado, que coisa antipática (gente, nada contra quem faz).
Enfim, espero que este seja o empurrão que eu precisava para voltar.

Agora, sobre o tempo...
Vamos combinar que não tem nada a ver com falta de tempo né?
Novas coisas surgiram, outros compromissos, pessoas, locais, redes e a gente vai se envolvendo.
E é bom, não vou dizer que não penso assim...mas daí você (Eu) fui deixando algumas coisas para lá.

Exatamente hoje, o que me faz voltar ao blog é a necessidade deste tempo para pensar, escrever, mesmo que seja este monte de bobagens que estou escrevendo. Percebem como é um exercício? Uma pausa para reflexão, sobre si, sobre o tempo, sobre as pessoas ao redor?
Facebook não permite isso. Eu sou do tipo que ainda leio os artigos gigantes, mesmo lá. Segundo as pesquisas, estamos na era das pessoas que lêem apenas as manchetes. Uso também bastante o canal para ler noticias diversas, saber sobre cursos online, entre outras coisas. E funciona bem. Mas o que tenho reparado que o volume de informações deixam a gente meio abobado. É como se soubéssemos de tudo, numa velocidade que não somos capaz de assimilar. Então, tudo cansa, tudo é muito óbvio. Coisas que antes despertavam seus interesses se tornam enjoativas pela repetição.
Estive com minha irmã dias desses e, perguntei sobre a filha, que passou o mês de férias em outro estado. Ela me disse: ' Bom, foi tudo aquilo que está no FB. Não tem novidades agora com as redes sociais, já que todos ficam sabendo até o que comeu no café da manhã.'
É isso né gente?

Eu sinto falta de escrever, apesar que tenho praticado da forma mais natural nos últimos meses: a mão, com lápis, caneta e alguns cadernos de anotações.Isso se deve a alguns cursos que tenho feito, participando de coaching sobre temas diversos também, que alega que a escrita a mão exercita o cérebro, desenvolve o pensamento, a criatividade, etc, etc, etc....

É isso!
Um beijo

Tente outra vez

Olá pessoal

Há algum tempo estou querendo voltar a blogar (frequentemente). De fato, não cheguei a abandonar ou fechar o Lichia, mas com nove posts no ano passado, não posso dizer que sou uma blogueira ativa.

Vou confessar duas coisas:
A primeira é que eu estou viciada no Facebook (help-me :))
A segunda é que ao longo destes quase 06 anos do blog, muita coisa mudou e perdi um pouco a vontade de ficar escrevendo aqui.

O Facebook é uma diversão instantânea, lá fica bem complicado expor nossas opiniões como fazemos aqui.
As vezes eu leio uma noticia ou acontece alguma coisa comigo e penso: isso daria um ótimo post. Então construo mentalmente, mas desisto de postar.
E por mais contraditório que pareça, uma vez que o blog é aberto para quem quiser ler, aqui eu sou muito mais a LU do que lá. Só aqui eu falo de sentimentos, de dúvidas, divido os perrengues da vida, das contas bancárias apertada para a reforma da casa ao tratamento da artrite, aos preparativos do casamento. Por lá, são as banalidades da vida, sim, tem coisas bacanérrimas, informações repassadas na velocidade da luz, mas tem muita intriga, muitos moralistas, juízes. Tudo toma uma proporção gigante e no dia seguinte, não nos lembramos de mais nada.
Por isso, não gosto de 'linkar' meus posts do blog no Facebook. Não são todos da minha rede que eu gostaria que viesse por aqui.

Outra coisa, a foto ali ao lado, com o rosto magrinho, cabelos lisos e aparência de 25 anos não me representa mais.

Agora estou 'sacudida' como dizia a vovó Zulmira, resgatando meus cabelos cacheados (essa novela não termina nunca), já com algumas linhas de expressão no alto dos meus quase 32 anos e não sou mais tão doce quanto uma lichia.

Acho que aprendi algumas coisas nos últimos tempos. Minha doçura é para coisas diferentes daquelas que valorizava alguns anos atrás.

Este é o primeiro dia de um retorno real ao blog. Mas vou trocar a foto. E gostaria de mudar o nome do blog também. O que vocês acham? Ou fecho este e começo um outro?

Conto com a ajuda de vocês!

Atualização: foto  alterada. Assim sou eu atualmente. Esta foto é do Natal de 2013.
Beijos
Lu Souza Brito