Altos indíces de analfabetismo e trabalho infantil. Uma média de livros lidos por pessoa que não chega a 5 por ano. Falta de escolas públicas que supram as necessidades da população. Essa é realidade do sistema educacional brasileiro atualmente.
Mas até que ponto é importante que não se confunda falta de instrução , de estudo, com falta de educação, no sentido pessoal da palavra?
Num país onde o estresse e a vida agitada tomam conta das pessoas, é importante saber que ser educado vai além do pedir licença ou do dizer muito obrigado.
Ser educado é pedir por favor, é respeitar o aviso de "assento reservado para idosos, parar no sinal vermelho, respeitar a fila do banco, a faixa de pedestres. É aguardar a vez de falar, dizendo bom dia, boa tarde, boa noite, atender com boa vontade nos caixas preferenciais.
Ser educado é saber escutar os mais velhos, e por que não os mais jovens?
É impor respeito sem precisar ofender.
É ouvir uma crítica e aprender com ela. É saber criticar de maneira construtiva e não pejorativa. É elogiar, é ser gentil.
É desligar o celular no cinema. É respeitar as normas do condominio. É chegar no horário, mas também saber sair na hora certa. É respeitar a crença do outro, sem perder a sua fé. É respeitar o jeito de ser do outro sem impor o seu. É ser discreto, dar atenção, perdoar. É reconhecer os erros. É pedir desculpas e saber desculpar. É ter opinião própria, mas principalmente, respeitar a dos outros.
Essa educação é aquela que a gente aprende (ou pelo menos deveria aprender) em casa, desde criança, mas que muitas vezes, acaba esquecendo depois que cresce e vira adulto.
E portanto, seja qual for o grau de instrução de uma pessoa, o importante é que ela saiba tratar os outros com educação, seja em casa, no trabalho ou em qualquer outro lugar.
* Programa Vida + Viva*