poetando >>> P/ Glorinha Leão

Pediram-me para que fizesse um poema,
E eu lá entendo de poetar?
Vou escrevendo sem reler, sem parar, sem pensar,
sem crítica, sem autocritica,
somente libertando sentimentos

Ali jogo todos esticadinhos no papel,
saudade, amor, dúvida, solidão,
incerteza, alegria, dor, paixão.
A letra se faz curva, quem irá entender
mas a força de cada uma dessas palavra, se eu te contar...

Ah se eu te contasse, você nao iria entender,
me chamaria de louca,
mas ia preferir se me chamasse de poeta
dizem que poetas não tem sanidade
Reúnem seus sentimentos, que se misturam com os sentimentos dos outros,
Mas ai de mim, não tenho menor pretensão de parecer poeta
mesmo que seja de mentirinha
Não tenho vocação para isso

Meu tempo é curto, ou longo,
Minhas palavras lógicas, ilógicas,
Quem eu sou agora, nao serei mais amanhã,

Não é por falta de originalidade não,
é que a busca por mim mesma é tao intensa,
Que pode ser que eu me perca em uma dessas estradas
E não saiba mais se eu sou quem eu pensei ser
ou sou o que o tempo e as palavras fizeram de mim.

Jogo palavras no ar,
jogo sentimentos ao vento,
E vou levando, poetando, libertando, liquefazendo, curando.
Poetar é um santo remédio!

* Inspirado neste post (assistam o video) e dedicado a Glorinha Leão.
Beijos a todos e em especial a Glorinha
Lu Souza Brito

Imagem: Abigal Halpin

Vida






A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar duram uma eternidade
(Clarice Lispector).

Imagem: Abigail Halpin

Oláaa!!!

Ahamm, vocês acharam que eu iria abandonar o blog ou dar um tempo como tantos outros blogueiros estão fazendo?

Na na ni na não. Fiquei estes dias sem blogar, mas olha, sinto uma falta danada daqui. De saber de vocês, de ler, de escrever, de comentar, de participar. Tenho preguiça, ou não sei o que escrever, mas ficar longe daqui é ruim demais.


Confesso que bater a cabeça me deixou meio lesa. E foram dias difíceis emocionalmente. Este acidente mexeu com minha sanidade psicológica. Sério mesmo. Mas está passando. Lucrécia (a moto) continua lá no canto toda esbagaçada, sem conserto, a dor no ombro e nas costas também persiste. E eu vou que vou...tentando fazer com que a queixa não seja minha companheira constante.


Masssssssssssssssssssss
Estou aqui para falar do concurso promovido pela Somnia, nossa Borboletinha da Suécia (agora em terra brasilis, ahahaah).


Ainda não sabe? Vai lá dar uma conferida, vale a pena. Não seja como eu, que fica fazendo corpo mole, deixando para amanhã o que pode fazer hoje.... não deixe tudo para a última hora. Ou deixe, você é quem sabe ué. Tem gente que gosta de viver no limite, kkkkkk (voltei cheia de graça, estão vendo né?).



Vou me justificar Somnia....ainda não escrevi porque ainda nao parei para sentar com calma, caneta e papel na mão, sem barulho e amolação. Simples assim. Li o post da Grace e da Beth. Emocionantes. Falta da Glorinha e do ED?
Quem sabe esta semana não posto o meu?

Um beijo a todos que passam e passaram por aqui nestes meus dias de ausência e que me escreveram para saber sobre minha saúde.
Lu Souza Brito

Confusão - atualizado

Você já se sentiu como um extra terrestre?
Já teve sensação que ninguém que te entende
Ou que tudo que diz é distorcido tal maneira
Que nem você consegue reconhecer depois se foi mesmo você quem disse tal coisa?

Você já sentiu vontade de ignorar todos
De correr, se esconder?
De não falar, de fingir que está entendo tudo
Quando nada do que dizem faz sentido para você?

Ou eu engano as pessoas
Ou elas me enganam
porque não reconheço
a imagem que elas fazem de mim
a forma que me interpretam...

Será que eu quero demais
mesmo sem saber se eu mereço?

Eu viajo na maiosene
Eu fantasio,
eu me escondo quando quero me declarar
e me declaro quando devia me esconder

Você ás vezes pensa ou se sente assim? Então, você também não é normal.
Aliás, o que é mesmo ser normal?


Beijos a todos
Lu Souza Brito

Texto de minha autoria
Post programado - escrito em 26/7/2011

Dia 4/8 sofri um pequeno acidente de moto quando voltava do trabalho. Em um cruzamento, o motorista do carro invadiu a pista em que eu me encontrava (a preferencia era minha). Para que ele nao batesse de frente comigo eu desviei e subi no canteiro. Mesmo assim ele acertou a roda traseira. Acordei 2 horas depois no pronto socorro de Barueri. Nada grave. Alguns arranhões, um hematoma grande no braço esquerdo e um dor fdp nas costas. Mas ja tirei raio x e parece que está tudo bem. Sexta eu nem fui trabalhar. Tive muita dor e o medico me deu um 'remedio mágico' , porque dormi praticamente o dia todo. Ainda estou com dificuldade para movimentar o braço esquerdo, mas estou ótima. E tô Viva né? Nada é mais importante ue isso.
Minha Lucrécia está destruída. Sem retrovisores, carenagem todinha arranhada. O Senhor que me atropelou foi bastante atencioso, ligou aqui várias vezes e disse que vai pagar o conserto (é o que eu espero né?).

Inseguro?

Somos todos crianças crescidas,
Engatinhando nesse mundo de descobertas e disputas,
Fazemos escolhas equivocadas,
Outras vezes acertamos mesmo quando todo o caminho percorrido foi em falso

e parecia que acabaria em 'caca' outra vez.

Mas não podemos esquecer que o objetivo deverá ser sempre o crescimento
a melhora, o avanço.

Informações vem de todos os lados e se nos encontramos perdidos é possível dar uma pausa,
largar tudo por alguns momentos e tirar cochilo ou procurar o colo da mamãe.
Mas não faça disso um hábito, mais hora menos hora é preciso seguir adiante
Enfrentar os medos,

Colorindo nossos monstros
Dar mais um passo,
Perguntar menos
Ousar mais


Beijos a todos.
Lu Souza Brito
Post programado - escrito em 26/7/2011
Imagem: Abigail Halpin

Sentimentos

Não me sinto velha quando me chamam de Tia
Ou quando um fio de cabelo branco teima em aparecer

Mas me sinto velha quando vejo que não sou capaz de entender que um adolescente pode gostar de um tênis com 5 cores diferentes e bem 'berrantes'.
Aliás, dizer cor berrante é coisa de velho.

Não me sinto gorda quanto o ponteiro da balança acusa mais de 55kg
ou quando a calça nº 38 teima em não querer fechar o zíper

Mas me sinto gorda quando eu trapaceio comigo mesmo
E vou a cozinha a noite, dizendo que estou com sede,
quando na verdade quero 'atacar ' o armário, comendo achocolatado em pó.

Não me sinto burra quando não consigo fazer um cálculo matemático de grande complexidade,
ou quando não relembro uma formula química, conceitos diversos aprendidos no ensino fundamental,
Mas sim quando não consigo ter paciência para explicar algo a uma pessoa que pediu minha ajuda,
Ou quando ofendo alguém, mesmo que só em pensamento, por não pensar como eu penso.
Me sinto burra quando vejo que mesmo com tanta vida pela frente
Escolho continuar no mesmo lugar, fazendo a mesma coisa,
E os projetos ficam apenas na mentalização.

Não me sinto feia só quando a auto estima vira baixa estima,
Ou quando uma roupa que gostei muito não me favorece,

Mas principalmente quando me acho no direito de julgar as pessoas
pelo que elas estão vestindo
pela maneira que se comportam

Não me sinto egoísta quando quero o melhor para mim,
e luto para obter isso
Mas quando deixo de ajudar outras pessoas a conquistar seus sonhos.

Sempre podemos ajudar mais e julgar menos
Sempre podemos ensinar mais e criticar menos
Sempre podemos ouvir mais e falar menos
Sempre podemos pensar um pouquinho mais no outro,
Ser menos preconceituosos
Menos acomodados,
Menos egoístas,
Menos perfeccionistas e mais humanos.

Não é fácil não... mas é uma boa semente a se plantar! Se plantarmos jiló, jamais colheremos Lichia.




Abra suas asas (mente) e o vento poderá te levar a paisagens jamais imaginadas. Beijos a todos.
Lu Souza Brito
Texto de minha autoria



Postagem programada - escrito em 26/7/2011



Ilustrações que amo de Abigail Halpin

Momentos


Não estranhe se eu demorar para aparecer...
Ou se aparecer de repente como se nada tivesse acontecido.
Sou assim mesmo,
Já deveria ter percebido.

Ontem queria festa, barulho, agitação,
Hoje me deixe no meu silêncio, por favor.
Livros liberta a mente
Mente livre pode ser uma boa companhia

Momento reflexão
Questionamento,
Frescura, irritação.

Pouquinho de cada coisa
Pessoa insana.
Cruzo os braços,
Ando cabisbaixa
Não quero sequer olhar de compreensão
Não é o fim do mundo
Não estou arrasada, nem triste,
tampouco acabada

São só momentos que dedico a mim
Olhar perdido não é loucura,
Boca calada não é depressão.

Você nem sabe o quanto consigo 'me perceber'
em dias assim
fujo de mim
para voltar a ser quem eu sou
e a cada volta
estou mais consciente
mais eu.

As respostas vêm antes das perguntas
difícil encontrá-las
organizá-las
fazer com que tenham sentido.

Mas não faz sentido
querer que as mesmas façam sentido,
pelo menos não para você que me lê
E se pergunta,
Afinal, o que ela está querendo dizer?

Não tente entender,
Não quero dizer nada
Estou apenas digitando
sequência desorganizada
de uma mente
desorganizada.

autoria: Luciene de Souza Brito
Beijos e ótima semana a todos.
Lu Souza Brito

Imagem: Abigail Halpin

Moderno x antigo

Você já reparou como algumas coisas que até bem pouco tempo atrás consideravámos 'antigo' está voltando a tona. E o movimento contrário também.



Isso de utensílios domésticos a moda, comportamentos, valores.
Os modelos 'retrô' de panelas, fogões, geladeiras que agoram se misturam ao 'moderno' são artigos de luxo. Pesquisando valores de fogões, deparei-me com um daqueles vermelhinhos que tinha um tipo de aba ao lado, lembram? Quem nasceu até 1985 com certeza lembra. O preço? Um absurdo se comparado com os 'tradicionais'.
No escritório que trabalho tem uma geladeira retrô da Brastemp também. Cor azul bebê como já nao fazem mais. Igualzinha esta aqui da foto.
E as panelinhas? Engraçado que tudo mini né? Será que tem a ver com a redução das famílias ?(em número de integrantes quero dizer)?

Algumas coisas acho que é pura modinha, que vai e volta. Outras, acho super importantes


Um bom exemplo é o hábito de cultivar a própria horta (mesmo que seja mini, ou suspensa). A dificuldade é grande para quem mora nos grandes centros e que as muitas vezes tem um espaço apertado em casa (como é o meu caso, apesar de morar proximo de grandes areas verde).


Mas com algum esforço, dá para cultivar ao menos alguns temperos. Salsa, cebolinha, coentro, hortelã, capim cidreira, manjericão (amo).


Eu já estou perturbando as idéias do marido, porque mesmo nosso espaço sendo mini, não abro mão de ter os vasinhos com estes itens que citei. É uma maneira também de tentar ter uma alimentação mais saudável. Eu busco, sempre que posso, comprar frutas / verduras / legumes orgânicos, mas a vontade não caminha em acordo com o bolso. Produtos orgânicos são demasiadamente caros.

Outra coisa 'das antigas' que estão tentando resgatar é o costume dos partos normais. Dizem que a pratica do parto cesárea no Brasil é maior que qualquer outro lugar do mundo, algo em torno de 35%, contrariando a determinação da Organização Mundial de Saúde que sugere 20%.. Em alguns hospitais particulares chegam a 90% .


Eu sou totalmente favorável ao parto normal / humanizado. Já me informei bastante a respeito, e no que depender de mim, terei meu filho de parto natural, de preferência domiciliar. Tive um professor de Educação Física que fazia partos no mar. Eu achava um absurdo...hoje é o que eu quero para mim e para o meu filho quando for a hora.


Minha sobrinha que está gestante contou-me que grupos de gestantes de Ilhabela tem reuniões semanais com obstetras e psicologos sobre partos, aprendem a cuidar do bebê, do corpo, a dividir seu tempo entre ser mãe e esposa sem enlouquecer. Acho muito bacana este tipo de coisa. São ações da secretaria de saúde municipal. Os hospitais ainda não dispõe de banheiras, mas se a paciente quiser, há bancos para o parto de cócoras entre outras mudanças que acho mais que louvável.

Comentei com uma amiga sobre meu desejo, dizendo que para estas coisas eu era 'antiga' ao que ela respondeu que não, na verdade o que eu sou é louca!


Louca por querer ter um parto normal? Para mim louco é quem se submete a uma cirurgia sem ter necessidade. Quando se tem, que é o caso do bebê nao virar, de não ter dilatação suficiente, do cordal umbilicar enrolar-se no pescoço, etc, aí ainda tem um argumento favorável. É preciso zelar pela saúde da mãe e do bebê. Mas e quando é por pura comodidade? Marcar uma cirurgia como quem marca hora com a manicure....


Encontrei este blog - Cris A Doula, em que ela fala sobre a rotina dela com partos normais humanizados. Mas um reforço para o que eu já pensava.


Pode jogar pedra quem quiser, mas eu realmente acho que as mulheres são fortes o suficiente SIM para ter filhos de parto normal. Medo da dor? Todas as minhas amigas que tiveram seus filhos de parto normal tiveram uma recuperação quase que instantânea. O mesmo não pode dizer daquelas que optaram por cesárea. Complicações durante e depois.



O que você acha? Concorda, discorda? Sua opinião é sempre bem vinda.

Beijos
Lu Souza Brito