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Um pouco de um tanto de coisas!

DO NOVO

De repente virei poesia,
Poça de lama ganhou cor,
grama verde ar soberano,

Céu azul virou espelho,
Nuvens ....crianças a brincar
O sol trouxe aquecimento
A beleza da vida trouxe esquecimento.
Compreensão, entendimento...

E eu? Eu rio, balanço a cabeça
fico pensando
Nas vezes que nos deparamos com pequenos mistérios da vida,
E seguimos adiante, com passos apressados.
Nem uma pausa, nada de atenção...

A vida passa, passa rápido,
Corre, corre, corre mais...
Acelera tanto que não se sabe nem porque se corre tanto.
Tempo pra sentir? Para escutar as mensagens que seu corpo envia?
Bobagem, coisa de fracos...ou de gente á toa.

Dai vem a vida,
Na sua perfeição,
E lhe passa uma rasteira,
Daquelas de cair de cara no chão,
ou de joelhos dobrados.

E no meio tempo para erguer-se novamente
Chega o momento de reflexão, de pausa,
E o sol nunca mais será visto da mesma forma.

Continua....

Lu Souza Brito em momento...botando pra fora.
Beijos a todos.

poetando >>> P/ Glorinha Leão

Pediram-me para que fizesse um poema,
E eu lá entendo de poetar?
Vou escrevendo sem reler, sem parar, sem pensar,
sem crítica, sem autocritica,
somente libertando sentimentos

Ali jogo todos esticadinhos no papel,
saudade, amor, dúvida, solidão,
incerteza, alegria, dor, paixão.
A letra se faz curva, quem irá entender
mas a força de cada uma dessas palavra, se eu te contar...

Ah se eu te contasse, você nao iria entender,
me chamaria de louca,
mas ia preferir se me chamasse de poeta
dizem que poetas não tem sanidade
Reúnem seus sentimentos, que se misturam com os sentimentos dos outros,
Mas ai de mim, não tenho menor pretensão de parecer poeta
mesmo que seja de mentirinha
Não tenho vocação para isso

Meu tempo é curto, ou longo,
Minhas palavras lógicas, ilógicas,
Quem eu sou agora, nao serei mais amanhã,

Não é por falta de originalidade não,
é que a busca por mim mesma é tao intensa,
Que pode ser que eu me perca em uma dessas estradas
E não saiba mais se eu sou quem eu pensei ser
ou sou o que o tempo e as palavras fizeram de mim.

Jogo palavras no ar,
jogo sentimentos ao vento,
E vou levando, poetando, libertando, liquefazendo, curando.
Poetar é um santo remédio!

* Inspirado neste post (assistam o video) e dedicado a Glorinha Leão.
Beijos a todos e em especial a Glorinha
Lu Souza Brito

Imagem: Abigal Halpin

Momentos


Não estranhe se eu demorar para aparecer...
Ou se aparecer de repente como se nada tivesse acontecido.
Sou assim mesmo,
Já deveria ter percebido.

Ontem queria festa, barulho, agitação,
Hoje me deixe no meu silêncio, por favor.
Livros liberta a mente
Mente livre pode ser uma boa companhia

Momento reflexão
Questionamento,
Frescura, irritação.

Pouquinho de cada coisa
Pessoa insana.
Cruzo os braços,
Ando cabisbaixa
Não quero sequer olhar de compreensão
Não é o fim do mundo
Não estou arrasada, nem triste,
tampouco acabada

São só momentos que dedico a mim
Olhar perdido não é loucura,
Boca calada não é depressão.

Você nem sabe o quanto consigo 'me perceber'
em dias assim
fujo de mim
para voltar a ser quem eu sou
e a cada volta
estou mais consciente
mais eu.

As respostas vêm antes das perguntas
difícil encontrá-las
organizá-las
fazer com que tenham sentido.

Mas não faz sentido
querer que as mesmas façam sentido,
pelo menos não para você que me lê
E se pergunta,
Afinal, o que ela está querendo dizer?

Não tente entender,
Não quero dizer nada
Estou apenas digitando
sequência desorganizada
de uma mente
desorganizada.

autoria: Luciene de Souza Brito
Beijos e ótima semana a todos.
Lu Souza Brito

Imagem: Abigail Halpin

Quintana

Do Amoroso Esquecimento

Eu agora - que desfecho!
Já nem penso mais em ti...
Mas será que nunca deixo
De lembrar que te esqueci?


*********************************************************

Recordo Ainda

Recordo ainda... e nada mais me importa...
Aqueles dias de uma luz tão mansa
Que me deixavam, sempre, de lembrança,
Algum brinquedo novo à minha porta...

Mas veio um vento de Desesperança
Soprando cinzas pela noite morta!
E eu pendurei na galharia torta
Todos os meus brinquedos de criança...

Estrada afora após segui... Mas, aí,
Embora idade e senso eu aparente
Não vos iludais o velho que aqui vai:

Eu quero os meus brinquedos novamente!
Sou um pobre menino... acreditai!...
Que envelheceu, um dia, de repente!...


Mario Quintana

Um dia especial

Data super especial para nós. Começamos a namorar em 6/5/2000, quando eu ainda era uma jovenzinha aborrecente, rsrs. E como sempre fui completamente apaixonada e fiel a este homem, digo que não nos casamos quando oficializamos a união ou quando decidimos morar juntos a quase quatro anos atrás. Nos casamos quando decidimos partilhar a nossa vida, conhecer um ao outro, vivenciar todos os momentos, bons e ruins. Já passamos por muitas coisas juntos e sei que cada uma delas valeu a pena. E quero passar muitos outras décadas bem juntinhos, cultivando sempre o amor.
Te Amo Marido!

Esta mensagem diz muito do que já sabemos, vivemos e do que ainda estamos aprendendo...


O Segredo do casamento
Qual será o segredo dos casamentos duradouros?

Casais que convivem há anos falam de paciência, renúncia, compreensão.
Em verdade, cada um tem sua fórmula especial. Recentemente lemos as anotações de um escritor que achamos muito interessantes.

Ele afirma que um bom casamento deve ser criado.
No casamento, as pequenas coisas são as grandes coisas.
É jamais ser muito velho para dar-se as mãos, diz ele.
É lembrar de dizer "te amo", pelo menos uma vez ao dia.
É nunca ir dormir zangado.

É ter valores e objetivos comuns.
É estar unidos ao enfrentar o mundo.
É formar um círculo de amor que una toda a família.
É proferir elogios e ter capacidade para perdoar e esquecer.

É proporcionar uma atmosfera onde cada qual possa crescer na busca recíproca do bem e do belo.
É não só casar-se com a pessoa certa, mas ser o companheiro perfeito."
E para ser o companheiro perfeito é preciso ter bom humor e otimismo.
Ser natural e saber agir com tato.
É saber escutar com atenção, sem interromper a cada instante.

É mostrar admiração e confiança, interessando-se pelos problemas e atividades do outro. Perguntar o que o atormenta, o que o deixa feliz, por que está aborrecido.
É ser discreto, sabendo o momento de deixar o companheiro a sós para que coloque em ordem seus pensamentos.
É distribuir carinho e compreensão, combinando amor e poesia, sem esquecer galanteios e cortesia.
É ter sabedoria para repetir os momentos do namoro.
Aqueles momentos mágicos em que a orquestra do mundo parecia tocar somente para os dois.

É ser o apoio diante dos demais.
É ter cuidado no linguajar, é ser firme, leal.
É ter atenção além do trivial e conseguir descobrir quando um se tiver esmerado na apresentação para o outro.
Um novo corte de cabelo, uma vestimenta diferente, detalhes pequenos mas importantes.

É saber dar atenção para a família do outro pois, ao se unir o casal, as duas famílias formam uma unidade.
É cultivar o desejo constante de superação.
É responder dignamente e de forma justa por todos os atos.
É ser grato por tudo o que um significa na vida do outro.

O amor real, por manter as suas raízes no equilíbrio, vai se firmando dia a dia, através da convivência estreita.
O amor, nascido de uma vivência progressiva e madura, não tende a acabar, mas amplia-se, uma vez que os envolvidos passam a conhecer vícios e virtudes, manias e costumes de um e de outro. O equilíbrio do amor promove a prática da justiça e da bondade, da cooperação e do senso de dever, da afetividade e advertência amadurecida.

Fonte: Momentos Espíritas
Foto: nosso casamento - olha que mão gigante que ele tem (e a minha é minúscula, dois extremos)

Encerrando Ciclos

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao fim

Se insistirmos em permanecer nela mais tempo do que o necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver


Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.


Foi despedida do trabalho?

Terminou uma relação?

Deixou a casa dos pais?

Partiu para viver em outro país?

A amizade tão longamente cultivada

desapareceu sem explicações?


Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu.

Pode dizer para si que nao dará mais um passo enquanto nao entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida serem subitamente transformadas em pó.


Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã. Todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante e todos sofrerão ao ver que você está parado.


Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.


O que passou nao voltará: nao podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.

As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora.

Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, doar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar livros que tem.

Tudo nesse mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração...

...E desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar


Deixe ir embora. Soltar. Desprender-se.

Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto, ás vezes ganhamos, é ás vezes perdemos.

Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor.

Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.


Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos
promessas de emprego que nao tem data marcada para começar,
decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".



Antes de começar um capítulo novo é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou jamais voltará.

Lembre-se que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa, nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.

Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.

Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplismente aquilo nao se encaixa mais na sua vida.


Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira.
Deixe de ser quem era e se transforme em quem é.


Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu própria, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és.

E lembre-te:

" Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão".


* Recebi este texto como sendo do Fernando Pessoa, mas já vi como autoria do Paulo Coelho (duvido muito), Veríssimo, enfim, se alguém souber a autoria real, me informe para que eu dê os devidos créditos, ok?

Soneto da separação


(Tom Jobim e Vinícius de Moraes)



De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama



De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente



Pois é caros amigos, hoje estou assim, em clima de separação...de algumas pessoas, de algumas coisas, de pedaços de mim.

Estou me despedindo de algo que me incomoda, que nãp me deixa agir, que me amedronta. E estes monstrinhos estão em mim...aqui dentro. Me torturando quando estou sozinha, quando não há a quem pedir socorro. Também quem entenderia?

Não apague a luz, tenho medo do escuro.

Bjos