BC - Um dia para Glória

E hoje quero apenas relembrar a deliciosa tarde que tivemos no Nice Cup Café aqui em São Paulo. Um encontro especialmente organizado pela amiga Macá para que a Glorinha viesse divulgar o seu livro.
E ali estava ela, junto com a Beth Lilás, depois de alguns imprevistos chatos na chegada em São Paulo.
Cansadas da viagem, irritadas com as malas trocadas, mas ali estavam.
Ela me disse: '- E fui gastar no shopping o que não podia, nem devia. Este vestido comprei aqui'. Falou sobre o livro, sobre as várias Glorinhas ali representadas, sobre a chegada da menopausa e como lidou com ela. E a mulherada perguntava, e tumultuava, e sorria e tomava cafezinho. E lá vinha uma rodada de pães de queijo e bolinho de chuva. Pena que foi rápido...muito rápido.
E é assim que quero lembrá-la sempre. Sorrindo, conversando, com aquele sotaquinho gostoso que ela e a Beth tem.

A libélula voou para onde nossos olhos não consegue mais enxergá-la, mas nem por isso se apagará tudo que vivemos juntas.

Lu Souza Brito

* Este post participa da blogagem coletiva, proposta pela Angela do Blog Oras Pitangas,  em homenagem a esta amiga querida que nos deixou no dia 5/4/2012

Duas coisas...

A despeito deste post anterior super deprê, ontem fiquei pensando em escrever aqui um pouco sobre as coisas que me alegram.
Quem ler o post pode pensar "coitadinha dela, como é infeliz, deprimida'. E eu digo "nao sou não senhora". Ando um pouco tristinha com tudo que tenho passado, é verdade, mas apesar de, sou uma pessoa feliz. Sou alegre, sou risonha, sou companheira. Não fico esperando sempre ser consolada, pelo contrário. Fico feliz em saber que sou alguém com quem meus amigos podem contar. Sou confidente, sou sincera nas opiniões. Prefiro distribuir sorrisos a lagrimas. Quando estas vêm eu me recolho, e são poucos os que ouvem meu desabafo.

Animada pela leitura dos posts da Fernanda Reali (que eu sempre leio mas nunca comento, :/ ) em um tipo de blogagem chamada  'Pequenas Felicidades', em que são postadas coisas que tornam a vida de cada uma das blogueiras mais feliz, ia aqui fazer minha listinha.

E então recebo a noticia da morte da Glorinha...pessoa que tantos de nós conheceu por aqui através das suas blogagens coloridas. O Colorindo a Vida (que como a Lucia bem lembrou, teve o dia 5/4/2010 como o dia Rosa), a Blogagem Minha Idéia é o Meu Pincel e tantas postagens bacanérrimas, tanta troca gostosa de informações, opiniões.

E o meu pincel ganhou um tom mais acinzentado hoje...
Já sentia muito a sua falta Glorinha e agora, a lembrança de tudo que passamos por aqui ficará para sempre. Tantos cafés com bolo. Tantas recomendações de livros....Na esquina do Tempo!

Em homenagem a você, vou prosseguir com minhas 'Pequenas Felicidades' nos próximos posts, pois o seu incentivo era sempre para a alegria, para a sinceridade (ôoo apimentada, ahahah) e sempre tinha uma palavra carinhosa para mim.

"Qualquer dia amiga a gente vai se encontrar..."
Lu Souza Brito

Diário de uma artrítica

Aviso: este é um texto desabafo de gente com chatice crônica, com mania de voltar ao mesmo assunto com frequencia, já que o assunto não dá descanso na vida dela. Portanto, se quiser sair de fininho agora mesmo fingindo que não esteve aqui, eu entendo perfeitamente. E se ficar e resolver ler, aviso que hoje não quero ser legal, não vou me preocupar se você me achará uma maluca ou uma chorona ou a combinação dos dois. Como eu disse é só um desabafo de coisas que por vezes não tenho coragem nem vontade de falar com os outros.

Iniciamos o mês de abril, e para mim parece mentira que, passados mais de 5 meses, eu continuo a ter tantas dores no meu corpo.
Parece um pesadelo que não terá mais fim. Não me falta fé (ok, as vezes falta), não me falta coragem. Tem faltando esperança, já que sempre que a espreito por aí, em um chazinho milagroso, em um amigo que tem um amigo que conhece um reumatologista com mais experiencia, em uma semana de cura e libertação na igreja, em um ritual de banhos calmantes, em exercicios mentais para atrair bons fluidos, enfim, quanto a esperança dá o ar da graça e eu, entusiasmada corro ao seu encontro, vejo-a fugir, escapar entre meus dedos, meus medos, meus sonhos.

E parece que tudo não passa de um devaneio. Percebo logo que não é só um pesadelo, pois as dores latentes lembram - me a cada nascer do sol, a cada vez que acordo na madrugada para ir ao banheiro, a cada mudança do clima, que elas estão ali. E não sei se não estou fazendo as coisas direito, mas nada parece funcionar para que sejam eliminadas.

Chegou, encostou e não quis mais sair. Não sei mais o que faço. Não aguento mais chorar (nem de dor, nem de desespero por esta situação toda)...pronto, já estou chorando de novo...
Não venha me dizer que preciso ser forte. Eu sei a minha luta diária para levantar da cama e fazer uma simples troca de roupa sozinha. Só eu sei o que passo cada vez que me assento para fazer xixi. Tiro forças sei lá de onde para erguer-me novamente e passo a passo, fazer as coisas que preciso fazer. E eu choro e troco de roupa. E choro e penteio o cabelo. E choro e desço a escada para tomar café. Choro de novo para sentar na cadeira. Choro mais ainda para levantar. E para entrar no carro. E para subir no ônibus e mais ainda para descer.
E as pessoas que me acompanham diariamente já sabem. Ajudam. Dão lugar no ônibus. O motorista para bem encostado a guia, espera até que eu entre e sente.
Em casa eu nem falo...não fosse a ajuda de todos para praticamente tudo eu já teria desistido ... de viver mesmo.
E quantas vezes estou ali quieta e as lágrimas descem sem que eu queira, sem que eu consiga controlá-las. Forma-se um bolo na garganta, os olhos começam a arder e pronto. Começou a choradeira.
E nem sempre significa que estou sentindo dor. Choro quando vejo as pessoas se importando com coisas tão pequenas, tão bestas.  Choro ao me dar conta que jamais serei aquela que fui um dia, choro de saudade de simplismente não ter preocupação se ia esquentar ou fazer frio, de sentar rapidamente ou correr atras de um cachorro na rua. Saudade de sair para caminhar com meu marido ...de subir e descer morro, fazer trilha, andar de bicicleta, pilotar minha moto, ficar horas em pé preparando um doce, pão de queijo, arrumando a casa.
Procuro fugir da autopiedade.
Orgulho é uma palavra que aos poucos deixa de fazer parte da minha vida!
Eu sou grata muito e sempre, mas nem isso faz frear os meus pensamentos, quando tenho vontade sumir, sem deixar rastros...ou quando desejo nunca ter existido na vida das pessoas que eu amo e sei que sofrem por me ver assim, e tentam fazer de tudo para me ajudar.
Vou me sentindo pesada, pesada, pesada...um fardo que eles não escolheram. E tento ficar alegre, parecer alegre mesmo não estando. Porque minha tristeza e angustia contamina a minha casa e isso me deixa muito triste, por que não queria que eles sofressem, que se preocupassem.

Tem dias que fico realmente feliz. São aqueles que acordo e consigo me alongar. Os dias que não preciso segurar na parte de trás do joelho para conseguir esticar a perna. O dia que sento na cadeira sem sofrer. Ao mesmo tempo me entristeço porque sei que dias assim são aqueles que estou com uma dose maior de antiinflamatorios. O dia em que a dor ultrapassa o limite do suporável e recorro a eles ou, como na semana anterior, vou parar no hospital e me aplicam medicação direto na veia. Quando estas coisas acontecem (e tem acontecido com bastante frequencia) eu fico bem, por 1 ou 2 dias. Porém sei que não é real, não é que fiquei bem, simplismente estou sob efeito de drogas (farmacêuticas).

Daí as pessoas me perguntam: '-E por que não toma sempre um antiinflamatório para ficar bem?'
Eu respiro, conto até 10 e começo as explicações que tanto detesto, mas que neste caso são necessárias:

1- estou sem tratar a artrite reumatóide porque, ao longo de 5 anos de remedios fortes( Infliximabe, sulfassalazina, metrotexato, cloroquina, etc), fui tendo problemas no fígado, e foi se acumulando...e com a ultima medicação (humira), a coisa ficou preta. Pretíssima. Uma intoxicação medicamentosa.
E desde então, os antiinflamatorios foram praticamente proibidos. E a doença está em plena atividade, não houve remissão, pelo contrário, piorou muito e os  primeiros a dar sinal que a coisa ia mal foram os joelhos e os ombros. Se dissesse que não dói TUDO, toda articulação, seria mentira, e não tenho porque mentir. Doi dos ossos do dedo do pé ao cotovelo, o ombro, a coluna. Os dedos da mão e o pescoço vivem 'estralando' com barulhos horríveis - tenho medo que quebrem. O mesmo eu digo dos joelhos.

Depois de muita espera, conseguir passar com uma reumato no meu convênio de bosta (Medial). Após avaliar os meus ultimos exames e constatar pessoalmente as inflamações 'visíveis' em mais de 20 articulações ao mesmo tempo, ela foi muito sincera e disse que eu deveria consultar o top dos tops na reumatologia. Que meu caso era muito grave e que fugia dos conhecimentos dela.
Dos protocolos dos medicamentos disponibilizados para tratar a artrite pelo convênio / sus eu já havia tomado todos, com exceção do Arava, mas que devido ao histórico de alterações das enzimas hepáticas, não poderia passar este para mim, pois uma das contra indicações era justamente essa. Problema no fígado era um dos efeitos colaterais mais forte dessa medicação.

Por isso não posso me entupir de antiinflamatorios. A tal da nimesulida é um dos baratinhos, disponivel no posto de saúde e o ÚNICO que tira a minha dor rapidamente. Mas remedio é remedio, não é água. Só tomo quando não tenho mais outra alternativa, do tipo, ou tomo ou fico de cama como uma aleijada durante 24 horas do dia.

Esta médica me recomendou um tal de tramadol, que faria milagres. Fez nada. Tive que comprar ( e caro) já que não tinha nos postos de saúde, ele deu um 'leve alivio', ainda que tomando de 8 em 8 horas.

Disse-me que deveria procurar estes hospitais -escola, pois lá, eles poderiam ter algo que tratasse a doença sem trazer tantos efeitos colaterais como os outros estão dando.
Analisando aqui comigo, não posso dizer que os remedios para tratar a artrite não funcionou...funcionou muito bem - mas os efeitos colaterias foram tão sérios que não pude mais prosseguir.

Já fui a Santa Casa de Misecórdia de São Paulo e após passar por uma triagem, fui tratada com enorme desprezo, com a informação que estava bem orientada, que deveria aguardar ate baixar as enzimas do fígado e prosseguir com o Arava (ou seja, deixa o figado ficar bom para ferrar com ele de novo) E depois?
Clinico geral querendo se meter com reumatologia dá nisso. Idiota!

Ontem fui a Unifesp (EPM) com uma carta de encaminhamento da minha médica...A que deveria estar lá, já que só atende ás segundas feiras, havia trocado o dia com outra - que não quis me atender.
Eu não vou desistir, mas deixa eu explicar que para conseguir chegar a estes lugares antes das 07:00h da manhã, que é o horário pedido, eu acordo ás 04:30h, peço ao meu sogro para nos levar até a estação de trem mais próxima que fica a quase 15km de casa e não tem ônibus esta hora, pego trem  e faço mais 2 ou 3 baldiações de metrô. E depois mais uma caminhada... E falto ao trabalho pela manhã.

Dá um ódio tão grande chegar lá e ver que todo seu esforço foi em vão. Mas não será isso que me fará desistir. Vou voltar lá na Unifesp (ainda não sei quando, porque com tudo isso eu ainda tenho uma vida de gente normal - eu trabalho, tenho obrigações e horários a cumprir, graças a Deus).

E sabe o que é mais engraçado...o que era um 'privilégio' digamos assim, que era o fato de ter o plano de saúde, para consulta / exames, emergências, etc, tornou-se agora um problema. Porque para conseguir o tratamento em qualquer um desses lugares, incluindo o Hospital das Clínicas, tem que ter um encaminhamento do SUS. Oras carambolas, eu tenho convênio, mas meu tratamento todo sempre foi disponibilizado pelo sus. Meus medicamentos custa entre R$ 3 e 8 mil reais por mes. Até os baratinhos (predinisona) eu pego no posto. Alguma dúvida que não tenho condições financeiras de arcar com um tratamento particular?
Agora, vou passar por um clinico no Sus assim que possivel, pedir encaminhamento para reumatologista e a partir desse, com fé em Deus, chego no Hospital das Clinicas e torço para que alguém consiga me trazer algum alivio para tanta dor. Que haja uma luz no fim do túnel. Não sou eu a única pessoa no Brasil com poliartrite grave, sou???

A Silvia (do Longevidade) tem em ajudado com informações e me passou o contato de dois reumato do Hospital das Clinicas que atendem particular. A consulta é cara e não atende convênio, mas vou tentar passar com um deles e ver se me dizem algo diferente do que ouvi até agora....

É isso, assim tem se resumido minha vidinha nos últimos tempos. Não desejo a ninguém  nada parecido com o que passo, mas tenho consciencia que não sou a mais sofredora do mundo e isso baixa minha bola e as vezes me faz ter vergonha dos meus momentos de fraqueza.

Beijos a todos vocês.
Lu Souza Brito


Parabéns BETH LILÁS!!!!




Hoje é o dia de comemorar o aniversário dela,
Ela é alegre e transmite somente coisas boas na blogosfera,
Defende a natureza, a nossa Mãe Gaia
É gentil e carinhosa (eu a conheço pessoalmente).
É daquelas pessoas que desejamos sempre ter por perto.
Pena que agora resolveu dar um tempinho da blogosfera,
Mas não nos abandonou, ela aparece, manda email, comenta...

Hoje é aniversário da Beth Lilás.
Parabéns minha amiga!
Te desejo muitas felicidades, amor, saúde e paz!!!

Um grande beijo
Lu Souza Brito

Encantamento - Amor aos Pedaços (update)

Era o primeiro dia de aula, em uma época em que a atual 'Fase Introdutória" da escola se chamava simplismente Pré (I, II ou III).
Na fila, de uniformes impecáveis e olhares curiosos, dezenas de crianças se remexiam, ansiosas para entrarem em suas respectivas salas de aula e conhecer a professora. Estava entre elas.
Quando chegou o grande momento e a inspedora deu a autorização para tal coisa, saimos em marcha, devagar, com a primeira da fila segurando a mão da professora.

Onde sentar? Quem já era conhecido? O que iria ser feito? Podia pedir para ir ao banheiro? E se fizesse xixi na roupa? A professora (ou tia) era legal?
Quanta emoção. Quanta imaginação de como seria dali para frente.
Em casa fora alertada pela mãe que professores só gostavam de alunos bonzinhos e obedientes.
A professora se apresentou. O nome dela era Anésia. Meiga, gentil, carinhosa. Pediu a cada um que se apresentasse e antes mesmo que começasse a 'aula', cantamos a música Charleston, da Turma do Balão Mágico:
"Mamãe o meu sapatinho, era tão novinho... foi o Charleston."


A sala estava toda decorada com desenhos, figuras de animais, plantas, crianças. E meus olhos percorriam curiosamente tudo aquilo, vasculhando cada detalhe, me sentindo importante em estar ali e saber que aprenderia a ler e escrever. Ah, como seria bom pegar um livro e saber o que estava escrito. Eu já folheava as 'cartilhas' das minhas irmas, mas não entender o que dizia era muito frustrante.
Nenhuma das crianças sabiam ler ou escrever neste período. Eu já conhecia o alfabeto e algumas palavras, ensinado por minhas irmãs mais velhas. E era ótima em decorar poesias.
A 'Tia Anésia' então, escreveu na lousa a primeira poesia que decorei e depois aprendi a ler:

As Borboletas
Brancas
Azuis
Amarelas e
Pretas


Brincam na Luz
As Belas Borboletas


Borboletas Brancas

São Alegres e Francas

Borboletas Azuis

Gostam muito de Luz

As Amarelinhas

São tão bonitinhas

E as Pretas então...

Ó, que escuridão.
Só depois soube que era um poema de Vinicius de Moraes. Naquele dia, a única coisa que me importava era aprender (decorar) a poesia e recitar em casa. Fiquei encantada, apaixonada por ela, repetindo-a a cada momento. Acho que isso explica o meu encantamento até hoje pelas borboletas.
Este post faz parte da blogagem coletiva Amor aos Pedaços (Fase I - Encantamento).



Beijos a todos
Lu Souza Brito

UPDATE: Peço desculpas aos participantes da blogagem que vieram prestigiar a minha participação e ainda não pude retribuir. Assim que o acesso melhorar por aqui eu vou visitar cada um de vocês.

A Força.

Algumas vezes me pego pensando sobre a força que temos dentro de nós e que, durante maior parte da vida, fica ali escondida, sem que se faça uso da mesma.

Falo de força de vontade. De fazer, de servir, de viver, de sair do mesmo, de reagir.
E sempre atribuo esta força a uma crença, uma esperança melhor dizendo. Não estou falando de religião, e sim de crença que é possível melhorar, é possivel encarar de frente o que acontece conosco e vencer. Encarar pode ser simplismente aceitar que nem tudo está nas nossas mãos e por mais que queiramos, as coisas não são como nós desejamos, são como são, assim é a vida.
Melhorar e vencer não é obter a cura de uma doença grave, não é prolongar a vida por mais 5, 10, 50 anos, quando você acha que não terá mais que um ano de vida.
Melhorar é se sentir que, apesar de tudo, você merece ser feliz mesmo em momentos de muita angustia, de dor e dúvida. É tornar cada dia como se fosse o último. É perceber, que as poses que fazemos ao longo da vida, não nos traz nenhum beneficio. É tentar entender e exercer a humildade a cada dia. É aproximar das pessoas que ama, é pedir perdão aqueles que passou na sua vida como se fosse um obstáculo. Quantas vezes somos nós os obstaculos na vida de alguém e achamos que é o contrário.

É preciso também força de vontade para deixar de querer sempre agradar o outro, ou ser de uma maneira que atraia mais elogios que críticas. E é preciso paciência para não ter vontade de sempre se justificar.
É preciso força de vontade para simplismente ser. Eu sou assim. Ponto. Nem todos irão gostar, aprovar.
Esta busca por aprovação (constantemente) tem mais a ver com a baixa estima que com o medo de ser 'diferente', de fugir as regras, de não ser exatamente como os outros querem que você seja. Porque quando você É, naturalmente, sem intenção de aprovação ou ao contrário, de ser extremista, é respeitado a sua escolha.


Voltando ao inicio do post, penso que esta força só desponta quando ela realmente se faz necessária. Quando o perigo e o medo chega pertinho de nós. Superamos coisas que jamais nos achamos capazes.

Uai gente, era para este post ser alegre e falar da força de viver, mas acho que enveredou por caminhos tortuosos, ahahahha.´
Mas é isso, desejo a todos um bom dia, e reflita, medite. A meditação nos faz percorrer longos caminhos que nos trás para dentro de nós. E com esta descoberta somos capazes de mudar e muito o nosso modo de vida.

Beijos
Lu Souza Brito

Amor aos Pedaços...vamos???

Oi pessoal,
Passando rapidinho para dizer que estarei participando da blogagem Coletiva Amor aos Pedaços, que começa no dia 15/3.
Quer saber mais? Clica
Aqui que a Luma te explica tudo...tintin por tintin.

Beijos e espero vocês lá também.

Lu Souza Brito

Novidades não tão novas assim

Voltei!

Não que eu tivesse partido, mas a falta de tempo e a 'facilidade' do facebook com posts rápidos me deixou menos entusiasmada em escrever aqui.

Outro motivo é que minha vida nos últimos 3 meses tem girado em torno de 'reforma da casa - as dores sem fim da artrite - reforma da casa. Não muda. E como é chato ficar falando de uma coisa só né gente? E falando em coisa chata....


Nem tudo está resolvido. Já entendi que meu 'merecimento' dessa doença como alguns dizem é para que eu exercite a paciência, deixe de lado a auto exigência, blá bla blá.

Agora vou dizer pra vida: 'Ó, ja aprendi tá? Tô calminha, tô pacieeeeeeeeeeente, nem ligo mais se está tudo 100% perfeito ou só 99%. Agora, dá para restaurar a minha saúde, please?


Estou brincando gente. Estou capengando ainda. Passei semanas mancando muito, sem dormir devido a dor e inchaço dos joelhos. Ainda não caminho mais que 800 metros sem parir um filho de tanta dor. Quer dizer...se for subindo, é tranquilo, dói mais ou menos. Descer é impossível. Mas " José Newton já dizia: se subir tem que descer"... (coisas de Raul) .


Tive alguma melhora. Pouca, é verdade, mas tive. Tô me fazendo de cobaia agora, já que esta m...de plano de saúde só tem vaga com reumato daqui mais 1 mês.


Experimentei a tal semente de Sucupira (cápsula) que alguns recomendaram. Faz um mês e ainda não vi resultados. Remedio natural não faz mágica, me disse o acunputurista. Devo tomar por pelo menos 3 meses. Então tá né? Quase perguntei se a acunputura ia demorar isso também, porque já fiz 10 sessões e vi resultado em outras coisas (ansiedade, qualidade do sono, tpm), mas nas dores artríticas, nadica de nada. Ele me disse que devo fazer umas 30 sessões... suspeito que seja como eu, adora o 3 (gostei de 3 sapatos, 3 bolsas, 3 relogios, ahahah).


Na hora que não resisto mais a dor, tomo injeção de dipospan. Ajuda bem, além de inchar, claro. E quem liga para inchaço / gordura quando quer se ver livre de dores?


Estou levando assim, confiando, acreditando que Deus não me desamparará, com algo assim cruel que me deixa imobilizada em cima da cama sem poder sequer virar o pescoço nos dias de crise. E prossigo tomando os medicamentos 'comuns' até que consiga passar com um reumato novamente. Agora me recomendaram o extrato em gotas da semente de sucupira. Vou tomar também. Fizeram um unguento de arnica, alecrim e arruda curtido no álcool para passar nos joelhos, ombros e punhos antes de dormir. Tô passando também. E não esqueço de beber a água fluidificada, nem ler o livrinho 'cure seu corpo'. Qualquer dia jogo o livro na lata do lixo. Reciclável né gente?

Quando penso em desistir, lembro do Raul novamente e começo a cantarolar " Tenha Fé em Deus, tenha Fé na Vida, Tente outra Vez"...


E sabe qual o melhor remédio? É a Fé mesmo...em você, em Deus, na Vida. A força e vontade para superar, para chegar logo o dia que isso será só lembranças. E o apoio de tanta gente, até aqueles que nunca te deu a mínima.

Estou feliz por ter vencido 2011 e estar aqui agora enchendo o ouvido de vocês. Já não tenho mais vontade de morrer, nem medo de dormir e acordar pior. Mudei o foco (né Beth?). E vou superar. Vou vencer, vou melhorar. E quando meus joelhos estiverem 'tinindo', vou começar a correr, que é algo que amo. Hoje amo minha vida muito mais do que antes. Fato.

E mudando de assunto (para coisas boas dessa vez):


Minha casa já está ficando prontinha (por dentro só por enquanto) e tenho maior orgulho de dizer que está a coisa mais linda do mundo. Toda vez que entro lá falo 'Que lindo" umas 10 vezes.


Que lindo ficou o forro de gesso. Que lindo a iluminação (corredor, sala, cozinha, banheiro, tudo perfeito).


Que lindo ficou 1 das paredes de cada quarto pintada de cinza névoa. E o restante na cor branco coelho... (outra hora falo dos nomes nada a ver que as tintas tem). E as luminárias do meu quarto? E meu closet ainda não 100% pronto?

E a escada que o marido projetou do inicio ao fim?

Minhas janelas e portas brancas como um sonho? E o banheiro com sua faixa violeta (ainda faltando o granito para colocar a cuba)?

E a geladeira lindona que ganhei? E o fogão que comprei? Tudo inox, que eu acho lindo. Com a redução do IPI nestes produtos ficou bem mais fácil comprar, rsrsrs.


Nunca pensei que comprar lâmpadas, argamassa e aparelho de jantar, entre outras coisas, me deixaria mais feliz que comprar sapatos e roupas. :)

Devo dizer que 98% da reforma foi feita pelo marido. Dedicação total, sacrificando sábados, domingos e feriados, além das férias de julho e dezembro de 2011. E não vou ser grata por ter alguém assim? Além de interessado, também competente no que faz??? Mó orgulho, ahahaha.


A sogra me presenteou com uma vassoura (pra eu sair voando, imagino). Aproveitei a deixa e pedi também o rodo, a pá, o cesto de lixo e panos de chão (não ofereceu? Agora aguenta!) A gente ri muito das nossas bobagens.

Junto com os itens limpeza ganhei tapetinhos pra porta e outro de crochê liiiiindo que ela fez para o meu quarto. Ela é super competente e caprichosa.

Aos poucos estamos realizando nosso sonho. Sofá, cortinas, até o armário da cozinha talvez demore mais (não muito). Mesmo empregando todos os rendimentos de fim de ano na casa, não deu para concluir tudo. E depois ainda vem a parte externa. Esta precisará esperar um pouco mais. Concordo com meu marido que disse que a parte externa é para os 'outros', ahahah. Importante é que dentro esteja acabado e aconchegante. Nos próximos meses concluimos a aérea externa.

E mesmo com estas dores chatonildas, estou sempre as voltas com a reforma, limpo, ajudo, saio para comprar isso e aquilo. Estes dias fui ver o 'enxoval', que estava no sotão a tempos... Leia: alguns jogos de toalhas, poucos lençóis novos, mil itens de cozinha e pásmem: guradanapos de pano (um caminhão deles).Chiquérrimos. De muitos anos atrás que ganhei de uma pessoa muito querida. Além de muita toalhinha, panos de bandeja, de fogão, bordados artesanalmente...por gente que já foi dessa para melhor.

Vou ver se consigo colocar algumas fotos antes/depois da casa, mas em outro post porque este já está grande demais.

Beijo a todos.

Lu Souza Brito