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Doce velhice?


Foto copiada daqui

Lendo um texto ainda a pouco sobre a velhice, fiquei refletindo como as vezes somos cruéis com os idosos. Deixamos de visitá-los ou fazer -lhes um carinho porque eles são impacientes demais, reclamam demais, demoram pra fazer tudo, não tem forças...enfim, são muitos os argumentos e desculpas para não dar a devida atenção a essas pessoas que já nos encheram de carinhos, já sofreram pelo bem estar dos nossos pais e também nosso.

A minha vó, com seus 78 anos, vive hoje na casa da minha mãe, pois a menos de 01 ano descobrimos que ela sofre de Alzheimer. Para piorar, perdeu o marido em meados de agosto/08. Nos momentos de lucidez, pergunta por ele, chora, quer ir para a casa que moravam.

Mas não foi sempre assim...sempre foi uma pessoa tranquila, muito brava também, mas nos divertiamos com ela. É uma avó diferente, que não sabe bordar, fazer crochê, costurar (coisa que a maioria das avós sabem). A culinária nunca foi o ponto forte dela também... mas é a melhor contadora de estórias que já vi. E minha mãe ficava louca quando ela "acobertava" os nossos mal-feitos.

Penso que assim como eu, já foi jovem, cheia de vida, de planos, sonhos, alguns realizou, outros não... em 1945 ela foi obrigada a casar-se com uma pessoa que ela não gostava (ela namorava escondida o meu avó). 02 anos depois de casada ela fugiu a cavalo de madrugada com o meu avó e ficou com ele até 1998, quando ele faleceu. Um ano depois ela casou novamente. O importante para ela é ser feliz e ter um companheiro ao lado.

Hoje, depende de todos para comer, fico remoendo algumas lembranças e dá trabalho fazê-la entender que aquilo ou aquela pessoa não existe mais...

Fico com pena dela, e da minha mãe também quando ela tem suas crises, mas entendo que o melhor que temos a fazer é lhe dar muito amor, mostrar o carinho que sempre tivemos.
E isso deve ser com todos os idosos. Eu sinto uma dor quando passo em frente a um asilo e vejo eles ali, olhar perdido, a espera de um familiar que nunca vem.

O que será de nós quando chegarmos a essa idade e nos tornarmos "um fardo" para os nossos filhos, netos? Imagino que nos tratarão da maneira como tratamos os nossos pais, avós hoje.

É para pensar e mudar!
Bjos