Criança? Ainda Sou

Não preciso fazer muito esforço para lembrar-me da minha infância! Eu era uma danada (era?).
Morava distante dos grandes centros, das facilidades da vida moderna (da modernidade dos anos 80, quero dizer).
Claro que como criança, sempre achava que tudo podia ser melhor, principalmente quando chegavam aqueles primos da cidade, que pareciam ser mais espertos, ter tudo, saber tudo.
E nós ali, nem tv tinhamos. Chuveiro eletrico fui conhecer depois dos 5 anos. A vida era dificil (para minha mãe né, viúva aos 31 anos, porque criança não acha nada dificil).
Mas deixa eu te contar que mesmo sem me dar conta na época, tive uma infancia muito privilegiada em relação a vida moderna. (estou me sentindo o Matusalém, ahahaha).
A alimentação era 100% saudável. Frutas, legumes, verduras, carnes vinham do quintal mesmo, da horta, do pomar...e o que não era do nosso pomar, era da plantação de vizinhos, mini-fazendeiros que cultivavam para venda.
Não conhecia videos-games, mas nossas brincadeiras..ahhhhhh, não perdia em nada para as brincadeiras dos 'primos da cidade'.
Banho de cachoeira, corrida com mulas, pescar, pique -esconde na fazenda. Ajudar a tirar leite da vaca, dependurar em árvores para balançar (isso me rendeu diversas cicatrizes devido aos tombos) colher frutos direto da árvore (manga, banana, mamao, jabuticaba, abacate, laranja, umbu, etc etc e tal). E os balanços na ribanceira? E puxar o rabo dos porcos? E alimentar as galinhas? Ahhh, muito bom.
Adorava estudar...e me sentia a rainha da bala-chita, pois aprendi a ler e escrever antes de entrar na escola (isso era raro naquela época, não é como hoje que com 3 anos as crianças sabem tudo). E eu botava fogo na sala, porque falava pelos cotovelos...e como as crianças eram um pouco lerdinhas para aprender, eu terminava minhas lições rapidinho e ia fazer a lição das colegas, para que elas pudessem conversar comigo.
Por conta disso, volta e meia ia parar na diretoria (na verdade, na biblioteca, o castigo era ler para a diretora, ahahaha).
Eu poderia escrever mais umas tres páginas sobre as coisas que aprontava, mas vou cansar vocês. Eu tenho muitos irmãos -irmãs e eles partilhavam toda esta bagunça comigo, aliáaaaaaaaaaas, eles me ensinavam a ser mais arteira do que eu já tinha tendencia para ser, ahahahha. Muitas histórias engraçadas dessa época.
É isso, fui uma criança muito feliz, muito cheia de energia, dei muito trabalho, levava muita surra, e me divertia demais!

Beijos a todos, saudades demais daqui.
Lucia, não estou desanimada com o blog, só não estou conseguindo conciliar com meu dia a dia ultra corrido. Mas eu volto. ;)

Lu Souza Brito

Reintegração - BC Amor aos Pedaços

Pois não é que na derradeira parte, esqueci-me completamente?
Logo a reitengração?
Logo o momento de juntar todas as partes que passamos, discutimos, consideramos?

Muitos foram os momentos no relacionamento, que passou da alegria do encontro (encantamento), ao questionamento, desencanto, Esperança e chega aquele ponto em que as considerações foram feitas, avaliadas e reavaliadas. É o momento de reintegrar.
É quando dizemos: apesar de tudo que passamos, que sofremos, das vezes que nos questionamos e desejamos jogar tudo porta a fora...
Apesar das vezes que a vontade de ir embora quase superou a de tentar de novo,
Apesar das dúvidas que existiram e nos fizeram sentar e reconsiderar algumas coisas,
O amor venceu. Superou os obstáculos. Persistiu.
E isso não é só Esperança.
O sentimento agora é de algo novo. Talvez de reconquista de algo que já fazia parte de você, mas que com o passar dos tempos, ou mesmo com as mudanças dos hábitos, dos costumes, te fazia sentir como se aos poucos fosse perdendo.
E de fato perdera. Perdera para que avaliasse se era o que queria de fato, ou estava a viver em preto e branco, como criança que chupa a bala porque as tem, nao porque quer ou porque gosta.

Reintegrar é reviver a chama do amor. É fazer com que valha a pena mais uma vez.
É uma fase linda, em que a gente se redescobre. E procura ser melhor.
É como descobrir que você (e o outro também), oferecia somente uma fração: do amor, do carinho, da atenção. E que pode ser muito mais.
Nos tornamos mais pacientes, observadores, percebemos melhor o tempo de falar e de calar.
E quando isso acontece, o peito explode em uma alegria, não aquela que nos faz cantar alto e gritar, mas aquela alegria sutil.
Poucos repararão, aquele que está na mesma conexão, ou aqueles que sabem enxergar um brilho no olhar, um sorriso disfarçado...uma pele mais brilhante e uma cara de quem acabou de descobrir o amor e alegria de viver.

Este post faz parte da Blogagem Coletiva 'Amor aos Pedaços' - 5ª e última fase: Reintegração, promovida pela Rute, Rosélia e Luma Rosa.
Update: me perdi nas datas, achei que fosse dia 15/7 - então ainda estou na data certa.

Beijos a Todos
Lu Souza Brito

La Femme De Trente Ans

Eis que estou chegando aos 30. Só um número???
Que nada!!! Muita alegria em comemorar mais um ano de vida, em estar por aqui.
Feliz por ter o dia, a dádiva de mais um dia, para viver, para rir, chorar, reclamar, sonhar.

É tão bom, tão bom estar viva! É tão bom ter sonhos, poder planejar, pensar no dia de amanhã. Melhor ainda aproveitar o dia de hoje.
Eu cheguei a uma conclusão: meu último ano foi de morte e renascimento. E agora que sou um brotinho, que enterrei tantas coisas e plantei algumas sementes novas, eu comemoro muito cada novo dia. Sinto-me recomeçando. E sinto necessidade de mudar velhos conceitos, de fazer coisas diferentes.
Celebrar mais a vida está entre as coisas que quero fazer sempre.
Que venham os 30, 40, 50.....

Achei este texto do Honore de Balzac (um pouco sensual, é verdade), mas com muitas verdades....e compartilho com vocês.

A Mulher de 30 anos

Por: Honoré de Balzac



Tome a mesma moça aos 20 e aos 30 anos. No segundo momento ela será umas sete ou oito vezes mais interessante, sedutora e irresistível do que no primeiro.


Ela perde o frescor juvenil, é verdade. Mas também o ar inseguro de quem ainda não sabe direito o que quer da vida, de si mesma e de um homem. Não sustenta mais aquele ar ingênuo, uma característica sexy da mulher de 20. Só que isso é compensado por outros atributos encantadores que reveste a mulher de 30.


Como se conhece melhor, ela é muito mais autêntica, centrada, certeira no trato consigo mesma e com seu homem. Aos 30, a mulher tem uma relação mais saudável com o próprio corpo e orgulho da sua vagina, das suas carnes sinuosas, do seu cheiro cítrico. Não briga mais com nada disso. Na verdade, ela quer brigar o menos possível. Está interessada em absorver do mundo o que lhe parecer justo e útil, ignorando o que for feio e baixo - astral. Quer é ser feliz. Se o seu homem não gosta dela do jeito que é, que vá procurar outra. Ela só quer quem a mereça.


Aos 30 anos, a mulher sabe se vestir. Domina a arte de valorizar os pontos fortes e disfarçar o que não interessa mostrar. Sabe escolher sapatos e acessórios, tecidos e decotes, maquiagem e corte de cabelo. Gasta mais porque tem mais dinheiro. Mas, sobretudo, gasta melhor. E tem gestos mais delicados e elegantes.


Aos 30, ela carrega um olhar muito mais matador quando interessa matar. E finge indiferença com muito mais competência quando interessa repelir. Ela não é mais bobinha. Não que fique menos inconstante. Mulher que é mulher,se pudesse, não vestiria duas vezes a mesma roupa nem acordaria dois dias seguidos com o mesmo humor. Mas, aos 30 ela,já sabe lidar melhor com esse aspecto peculiar da sua condição feminina. E poupa (exceto quando não quer) o seu homem desses altos e baixos hormonais que aos 20 a atingiam e quem mais estivesse por perto, irremediavelmente.


Aos 20, a mulher tem espinhas. Aos 30, tem pintas, encantadoras trilhas de pintas, que só sabem mesmo onde terminam uns poucos e sortudos escolhidos.


Sim, aos 20 a mulher é escolhida. Aos 30, é ela quem escolhe. E não veste mais calcinhas que não lhe favorecem. Só usa lingeries com altíssimo poder de fogo. Também aprende a se perfumar na dose certa, com a fragrância exata.

A mulher de 30, mais do que aos 20, cheira bem, dá gosto de olhar, captura os sentidos, provoca fome. Aos 30, ela é mais natural, sábia e serena. Menos ansiosa, menos estabanada. Até seus dentes parecem mais claros; seus lábios, mais reluzentes; sua saliva, mais potável. E o brilho da pele não é a oleosidade dos 20 anos, mas pura luminosidade.


Aos 20 ela rói as unhas. Aos 30, constrói para si mãos plásticas e perfeitas. Ainda desenvolve um toque ao mesmo tempo firme e suave. Ocorre algo parecido com os pés, que atingem uma exatidão estética insuperável. Acontece alguma coisa também com os cílios, o desenho das sobrancelhas, o jeito de olhar. Fica tudo mais glamouroso, mais sexualmente arguto.


Aos 30, quando ousa, no que quer que seja, a mulher costuma acertar em cheio. No jogo com os homens já aprendeu a atuar no contra - ataque. Quando dá o bote é para liquidar a fatura. Ela sabe dominar seu parceiro sem que ele se sinta dominado. Mostra a sua força na hora certa e de forma sutil.


Não para exibir poder, mas para resolver tudo ao seu favor antes de chegar ao ponto de precisar exibi-lo. Consegue o que pretende sem confrontos inúteis. Sabiamente, goza das prerrogativas da condição feminina sem engolir sapos supostamente decorrentes do fato de ser mulher.



Um beijo a todos
Lu Souza Brito

Sim ou não?

No proximo domingo é meu aniversario. E apesar de querer que seja um dia muito legal, ainda não me decidi se faço uma comemoraçãozinha ou não.

Motivos para comemorar eu tenho muitos: minha vida, minha saúde, meus 30 anos, ahahaha.
Mas so de pensar em elaborar algo eu fico tensa. Medo de não dar certo, de ninguem aparecer, do que eu preparar ficar ruim...

E como eu viajei este fim de semana, o próximo seria dia de organização no barraco, kkkk. Como fazer tudo que preciso (faxina casa / supermercado /lavar roupa) e ainda preparar algo para o domingo?
Ah sim, porque nem que a vaca tussa eu vou ficar o domingo todo com a barriga no fogão. Posso até deixar alguma coisa para finalizar, mas para preparar tudo, nã nã ni nã não.

Sair com marido para comer uma pizza é uma opção, mas e a graça e divertimento de estar com os amigos? É isso que eu quero.

Se der na telha, vou fazer só um buraco quente (pão com carne moida - molho) e um bolo bacana e pronto.
Ainda bem que meus amigos são como eu. A gente senta no chão e divide o lanche de mortadela. Assim, cheio de glamour !!! Ninguem que pergunte pela champanhe ou canapés. Talvez um dia eu até faça algo assim, mas sei que se não fizer, para estes que sempre estão comigo, o sanduiche de pão com carne moida é muito bem vindo.

Que fazer, que fazer???
Imagem do google.

Ó eu aqui travêis....

Desculpe pelo sumiço e falta de comentários, principalmente nos blogs participantes da blogagem Amor aos Pedaços, que por aqui passaram. Retomarei aos poucos. É que continuo praticante do Slow Blog (né Luma?).

As coisas aqui aos poucos estão entrando nos eixos.
Há 12 dias praticamente sem dor, voltando a fazer coisas do dia a dia. E eis que a alegria voltou a reinar em minha vida.
E vejam só, ando até fazendo curtas caminhadas.
Uma vitória de Deus na minha vida, com certeza.
Muitas idas e vindas ao Hospital, mas estes 2 meses de acompanhamento já começa a trazer bons resultados, ainda que não tenha começado o tratamento em si, que evita a progressão da doença.

Estou com vontade de escrever um tantão, mas ou não me sobra tempo ou me falta acesso a internet.

E ando com idéias birutas, e reflexões sobre tantas coisas... e sendo aqui meu 'diario' virtual, ainda que nao seja assim tão diario, quero voltar a escrever, porque minhas idéias mudam muito rapido e quando vejo, já esqueci, passou.
Eu volto!
Logo

Beijos
Lu Souza Brito


Questionamento - BC Amor aos Pedaços


Ah, o amor! Com seus encantos, desencantos, Esperança, Questionamento.

Quem nunca passou por isso, arrisco a dizer, são pessoas que não se atreveram a ir além, a enfrentar o desconhecido que é uma relação.

Quantas relações iniciam-se tão perfumadas que chega a embriagar. E quantas são tumultuadas e cheias de alto e baixo que falta coragem em apostar se irá adiante.

Qual tem mais chance de dar certo? Dificil dizer.... no dia a dia podemos nos surpreender com a resposta, que jamais vem pronta.

Passamos por muitas fases em um relacionamento a dois, mas o questionamento é inevitável. Pode ser fútil, como aquele vivido por pessoas que vivem a procura de problemas como 'cães caçadores', mas pode ser útil, como as reavaliações que nos fazemos ao longo da vida.

Um dia o encanto vira desencanto e já não se sabe muito o que fazer. Atitudes do outro que te agradava torna-se quase um sacrificio presenciar. O que fazer? Desistir, partir para outra?
Há quem chute o balde e decida ficar sozinha, tornando esta experiência negativa como sua base para tantas outras que poderiam(ão) acontecer.
Prefiro acreditar, ter Esperança, buscar uma forma de tornar melhor aquilo que já foi muito bom.

Normal (eu acho) se perguntar como seria com outra pessoa. Se agisse de forma diferente. Se estivesse sozinha. E  os planos? Nesta hora, o outro torna-se o culpado por tantas coisas que deixamos de fazer por livre e espontanea vontade, por simples escolha.

O questionamento pode também torna-se um martírio, pois há quem se culpe nao só por seus erros, como pelos erros do outro. "Que foi que eu fiz? Por que nao investi mais? Por que nao fui assim ou assado?
Me vesti ou comportei dessa ou daquela forma?

Há diversas formas de encarar o questionamento que vem aos pouquinhos, mas toma medidas gigantescas se não soubermos fazer uso correto, se não entendemos a 'serventia' do mesmo.
O questionamento é para reavaliar. Para buscar novas formas de amar, de agir, de viver.
É para que as coisas não parem no tempo e a rotina (no sentido de tudo sempre igual) embasse os nossos olhos para o amor, tire o encanto de simplismente estar com aquela pessoa especial.
Porque a conquista deve existir sempre (frase feita, mas é verdade). E é bastante simples surpreender.

Eu me questiono, muito e sempre e chego a conclusão que ainda que tenha vontade de matá-lo as vezes, nosso amor pode dar certo, e se fortalecer cada dia mais, pois depende apenas de nós!

Momentos Questionamento em alto estilo, ahhahaah.

Será - Legião Urbana

Tire suas mãos de mim
Eu não pertenço a você
Não é me dominando assim
Que você vai me entender
Eu posso estar sozinho
Mas eu sei muito bem aonde estou
Você pode até duvidar
Acho que isso não é amor


Será só imaginação?
Será que nada vai acontecer?
Será que é tudo isso em vão?
Será que vamos conseguir vencer?Ô ô ô ô ô ô ô ô ô ...

.......

Nos perderemos entre monstros
Da nossa própria criação?
Serão noites inteiras
Talvez por medo da escuridão
Ficaremos acordados
Imaginando alguma solução
Pra que esse nosso egoísmo
Não destrua nossos corações


Será só imaginação?
Será que nada vai acontecer?
Será que é tudo isso em vão?
Será que vamos conseguir vencer?
Ô ô ô ô ô ô ô ô ô ...

..............
Brigar pra quê
Se é sem querer
Quem é que vai nos proteger?Será que vamos ter
Que responder
Pelos erros a mais
Eu e você
?

Esta postagem faz parte da Blogagem Coletiva - Amor aos Pedaços - 4ª fase.
Promovida pela Luma Rosa , Rute e Rosélia.

Beijos a todos.
Lu Souza Brito

Onde está sua alegria?

Aqui pelas bandas de Sampa, chove, chove, sem parar. E assim como quando tem sol, tem gente para reclamar quando tem chuva.

A chuva não tira minha alegria....
Com chuva sinto vontade de ouvir musica tranquila, de assistir um filminho, de preparar uma sopa,

Tive que sair de casa hoje as 06:00h da manhã para ir ao HC, e me deparei com trens parados até ás 07:30h. Isso também nao tira minha alegria. Nem mesmo a cara e a reclamação dos outros. Eu ignoro, juro. Corto assunto.

E no caminho, encontro caras amarradas e caras alegres, casais aos beijos, pessoas sorrindo e retribuo, ao conhecido e aos desconhecidos, e as enfermeiras que tão gentilmente nos atende naquele hospital gigante.

E alguém me para e pergunta de onde vem esta alegria, em um dia de chuva, frio e alem de tudo dentro de um hospital.
Oras, minha alegria vem de dentro...brota no peito como uma semente e aumenta conforme eu diminuo as reclamaçoes e as expectativas.
Vem do prazer de estar viva e aproveitar o dia HOJE, esteja ele como estiver.
Vem do prazer de ir e vir sozinha.
Do saber que ao chegar em casa, terá alguém me esperando, que gostará de saber sobre meu dia, que ouvirá minhas bobagens e se sentará a minha frente para fazermos juntos a refeição.
São tantas coisas que me traz alegria!
E quando voltar o sol, minha alegria continuará...porque dias ensolarados me dá uma vontade enorme de cantar, cantar muito alto, de lavar o quintal, molhar as plantas.

E você, de onde vem sua alegria?
Beijos a todos e otimo feriado (para mim o feriado é so amanhã mesmo).
Lu Souza Brito

Origamis

Flaviane,

Para mim, tornou-se impossivel ver um origami e não lembrar de você...

Garotas preparam cerca de 40 mil origamis em formato de lírio em uma praça em Tessalônica, Grécia. O projeto surgiu como incentivo à reciclagem e vai entrar para o livro dos recordes.
Fonte: http://www.g1.com.br/

Para quem não conhece os trabalhos lindos da Flaviane, do Blog Terapia do Papel, recomendo uma visita.
Veja aquiiii
Beijos
Lu Souza Brito