Folhas

Na busca incessante
Da palavra alegre, da postura correta, do viver em paz
Sou como folha  levada pelo vento.

Cai levemente naquele tombo que seria seu fim,
E precisa deixar qualquer apego,
não mais pertence aquela arvore

Agora ela pertence ao vento,
pertence ao chão, pertence ao espaço e não pertence a ninguém.

Ela sai percorrendo caminhos sem sentido até então
Iniciando um novo aprendizado,
Conhece novos horizontes, novas folhas arrancadas das suas convicções
Novas folhas que precisaram reaprender o seu jeito de viver
Folhas que querem continuar,

Fazer parte de um jardim,
Enfeitar uma janela,
Entrar cuidadosamente pela fresta

E ainda que ela fique seca, poderá tornar-se parte de um lindo arranjo.
Viver é se reinventar, é aceitar, mas não se conformar
É acreditar em si e na possibilidade de fazer algo diferente por si mesmo.
Viver é agradecer pelas oportunidades, pelos cuidados recebidos,
Viver como folha é deixar seu melhor, seja como parte da arvore, seja como folha seca ao chão.

Autoria: Luciene de Souza Brito

4 comentários:

Beth/Lilás disse...

Bahhh, mas o que é isso, que surpresa mais agradável!
Você mostra aqui este seu lado poético e tão bem feito, parabéns querida Lu!
Adorei este paralelo entre nós e as folhas secas!
Se continuar assim vou ter que declamar uma das suas poesias lá no meu blog de poesias, estimo que continues, pois estás me saindo uma ótima poetisa.
um beijinho carioca



(E hoje tem poesia nos meus dois blogs, passa lá pra me ouvir.)


Lu Souza Brito disse...

Ah, que poetisa que nada, Beth!
De vez em quando gosto de brincar com as palavras. Sei lá, sempre gostei desta coisa de versos, estrofes, pausas, aquele momento de tentar entender o que o autor sentia no momento que escrevia, ahahahaha.
Vou lá ouvir :)
Beijos

Luma Rosa disse...

Oi, Lu!
Gostei dessa sua prosa!! :D Devia brincar de vez em sempre!
O nosso ciclo na terra é mesmo muito parecido com o de uma folha. Haverá um tempo em que não pertenceremos à ninguém!
:)
Beijus,

Lu Souza Brito disse...

Obrigada Luma.
Eu acho que o caminho é por aí. Desapegar.
Bjos